Ministro da Defesa do Egito visita praça Tahrir para pedir a manifestantes que dialoguem com o governo
Ministro da Defesa do Egito visita praça Tahrir para pedir a manifestantes que dialoguem com o governo
O ministro da Defesa egípcio, o general Mohamed Hussein Tantawi, visitou nesta sexta-feira (4/2) a praça Tahrir, no centro do Cairo, e pediu aos manifestantes que insistam a seus líderes para que dialoguem com as autoridades.
Segundo a rede televisão pública egípcia, Tantawi compareceu à praça, epicentro dos protestos contra o regime de Hosni Mubarak, para checar o dispositivo de segurança montado em torno do local, que está a cargo das Forças Armadas.
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O general Tantawi, que estava acompanhado por chefes militares, conversou com alguns dos jovens e reiterou a importância do diálogo que o Governo está oferecendo à oposição, que se nega a participar dessas negociações enquanto Mubarak continuar no poder.
“Digam ao guia espiritual [líder da Irmandade Muçulmana, o principal grupo da oposição] que aceite dialogar conosco”, pediu Tantawi, segundo o canal de televisão “Al Arabiya”. O general afirmou que falava em nome das Forças Armadas.
O ministro também lembrou que Mubarak se comprometeu a não participar das eleições presidenciais de setembro, uma decisão que o governo espera que convença a oposição para que interrompa as manifestações contra o regime.
A chegada de Tantawi aconteceu enquanto milhares de egípcios se reúnem na praça Tahrir, epicentro dos protestos contra o regime de Hosni Mubarak, para participar do chamado “Dia da Saída”, com a esperança de que este seja o último dia do presidente no poder.
A rede de televisão pública não forneceu detalhes sobre esta visita. Nesta quinta-feira, outros chefes militares entraram na praça Tahrir para dar atenção aos feridos após os tiros disparados pouco antes do amanhecer por supostos partidários do regime de Mubarak.
O Exército se mantém nos arredores da praça, que também é vigiada por civis pertencentes aos grupos que estão organizando os protestos.
As Forças Armadas fizeram apelos à população para que volte a suas casas, mas também disseram que não reprimirão os protestos públicos que acontecem desde o dia 25 de janeiro.
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