Ministro Alexandre Padilha será entrevistado pela imprensa progressista
Conversa com líder da Saúde abordará temas como a perseguição ao Mais Médicos e será transmitida no canal de Opera Mundi no YouTube a partir das 20h
O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, alvo de ameaças dos Estados Unidos pela parceria com Cuba no programa Mais Médicos, será entrevistado pela imprensa progressista nesta terça-feira (19/08), a partir das 20h. A conversa será transmitida pelo canal de Opera Mundi no YouTube.
A entrevista de Padilha às mídias independentes, organizada pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, deve abordar temas como os ataques do governo de Donald Trump, vacinação, e os programas de políticas públicas para saúde do governo federal, como o Mais Médicos e Aqui Tem Especialistas.
Padilha, que também foi ministro da Saúde durante o governo Dilma Rousseff (2011-2016) foi o responsável pela implementação do programa Mais Médicos, criado com o objetivo de atender regiões remotas e com escassez desses profissionais. Entre 2013 e 2018, médicos cubanos participaram do programa por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Na última semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou os vistos de funcionários do governo brasileiro ligados à implementação do programa Mais Médicos. Em comunicado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, justificou que os servidores brasileiros teriam contribuído para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” por meio do Mais Médicos.

, Padilha reiterou soberania brasileira diante de ameaças dos EUA
Alexandre Padilha/X
Foram cancelados os vistos de Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).
Padilha não teve seu visto revogado porque o documento está vencido desde 2024, e portanto não é passível de cancelamento. Contudo, o governo norte-americano também sancionou sua esposa e filha, de 10 anos de idade.
Após o governo norte-americano cancelar o visto de seus familiares, Padilha classificou a decisão como “ato covarde”, mas reiterou a soberania brasileira afirmando que “ninguém vai baixar a cabeça”.
Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico à ilha caribenha com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. Como a exportação de médicos, existente desde a década de 1960, é uma das principais formas de Cuba conseguir recursos frente ao bloqueio, o governo de Donald Trump tenta, desde o início de seu segundo mandato, constranger os países que recebem profissionais cubanos.
Assista às 20h no canal de Opera Mundi
(*) Com Agência Brasil, Ansa e Brasil de Fato























