Mineiros resgatados no Chile são vítimas, adverte deputado
Mineiros resgatados no Chile são vítimas, adverte deputado
Os 33 mineiros resgatados após permanecerem entre 69 e 70 dias presos em uma mina no norte do Chile “não são herois”, mas sim “vítimas das condições desumanas, nas quais deviam realizar seu trabalho”, declarou o deputado de oposição Matías Walker.
Pertencente ao opositor Partido Democrata Cristão (PDC), Walker foi um dos nove parlamentares que participaram nesta terça-feira (26/10) de uma homenagem da Câmara aos 32 chilenos e um boliviano.
Efe

Mineiros chilenos resgatados são homenageados em cerimônia na Câmara dos Deputados
Para o deputado, também é preciso destacar os operários que ficaram fora da mina, “os 300 companheiros [dos trabalhadores presos], vítimas na superfície, que nem receberam pagamentos”.
Walker ainda disse esperar que nunca mais um chileno precise arriscar sua vida para levar dinheiro à família. Para conseguir isso, argumentou, o governo deve se esforçar, “já que quando as luzes das câmeras se apagarem, constataremos que a atual lei do orçamento não contempla novos fiscalizadores” do setor.
“Chegou a hora de cumprir as promessas para melhorar a legislação e o controle de seu cumprimento e enviar rapidamente os projetos ao Congresso. Nós, desde já, nos comprometemos a um estudo rápido e eficaz”, opinou, por sua vez, Ramón Farias, do Partido pela Democracia.
Por sua parte, Juan Luis Castro, do Partido Socialista, também da oposição, declarou que os olhos do mundo estão voltados hoje na “necessidade de que no Chile e neste Parlamento sejamos capazes de brindar segurança aos trabalhadores”.
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Mudanças trabalhistas
Os pedidos são feitos um dia após o presidente do país, Sebastián Piñera, ter declarado que seu governo irá implementar mudanças trabalhistas. “Aprendemos a lição e nestes dias vamos anunciar um novo trato em matéria laboral”, prometeu o mandatário ao reunir-se com os 33 homens, durante uma celebração no Palácio de La Moneda (sede do Executivo).
O caso dos trabalhadores que permaneceram por mais de dois meses bloqueado a 700 metros de profundidade, resgatados em meio a uma megaoperação que teve custos milionários e foi concluída no dia 13 passado, tem sido destaque em todo o mundo, além de evidenciar a fragilidade do país em relação à regulamentação do trabalho em minas.
A mina San José, onde o incidente foi registrado, já havia sido interditada. No local, que fica em Copiapó, no deserto de Atacama, pelo menos um trabalhador já faleceu durante sua jornada.
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