Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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As Forças Armadas da Costa do Marfim fecharam as fronteiras do país depois que a comissão eleitoral anunciou a vitória da oposição nas eleições presidenciais do último domingo (28/11). O resultado em favor do ex-primeiro ministro Alassane Ouattara é motivo da reclamação do governo e será analisado pela Corte Constitucional.

Correligionários do atual presidente Laurent Gbagbo alegam que houve fraude no Norte do país, onde Ouattara é mais popular. Além disso, o anúncio foi feito depois de expirado, na quarta-feira (01/12), o prazo constitucional para divulgação dos resultados.

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A oposição alega que o presidente da corte é aliado de Gbagbo, que quer manter-se no poder à força. Diz também que o trabalho da comissão eleitoral atrasou por pressão do governo. Ouattara recebeu 400 mil votos a mais que o atual presidente.

Além de fechar as fronteiras terrestres, aérea e marítima, o governo ordenou a interrupção dos sinais dos canais internacionais transmitidos no país.

Depois de um primeiro turno relativamente calmo, de acordo com observadores internacionais, as semanas que precederam a votação decisiva de 28 de novembro foram muito tensas, inclusive com confrontos entre correligionários dos dois candidatos. Mesmo com o toque de recolher, carros foram queimados nas ruas de Abidijan no domingo, depois do fechamento das urnas. Na terça-feira (30/11), homens armados dispararam contra um escritório eleitoral da oposição em Abidjan, deixando quatro mortos.

A Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, deixou de atrair recursos e investimentos depois da tentativa de golpe de estado em 2002, que precedeu uma guerra civil de dois anos. A eleição, adiada cinco vezes desde 2005, era esperada como uma chance de abrir novas possibilidades para o país. Mas pode acabar em novo conflito armado.

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Militares fecham fronteiras da Costa do Marfim após resultado de eleições

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