Militares fecham fronteiras da Costa do Marfim após resultado de eleições
Militares fecham fronteiras da Costa do Marfim após resultado de eleições
As Forças Armadas da Costa do Marfim fecharam as fronteiras do país depois que a comissão eleitoral anunciou a vitória da oposição nas eleições presidenciais do último domingo (28/11). O resultado em favor do ex-primeiro ministro Alassane Ouattara é motivo da reclamação do governo e será analisado pela Corte Constitucional.
Correligionários do atual presidente Laurent Gbagbo alegam que houve fraude no Norte do país, onde Ouattara é mais popular. Além disso, o anúncio foi feito depois de expirado, na quarta-feira (01/12), o prazo constitucional para divulgação dos resultados.
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A oposição alega que o presidente da corte é aliado de Gbagbo, que quer manter-se no poder à força. Diz também que o trabalho da comissão eleitoral atrasou por pressão do governo. Ouattara recebeu 400 mil votos a mais que o atual presidente.
Além de fechar as fronteiras terrestres, aérea e marítima, o governo ordenou a interrupção dos sinais dos canais internacionais transmitidos no país.
Depois de um primeiro turno relativamente calmo, de acordo com observadores internacionais, as semanas que precederam a votação decisiva de 28 de novembro foram muito tensas, inclusive com confrontos entre correligionários dos dois candidatos. Mesmo com o toque de recolher, carros foram queimados nas ruas de Abidijan no domingo, depois do fechamento das urnas. Na terça-feira (30/11), homens armados dispararam contra um escritório eleitoral da oposição em Abidjan, deixando quatro mortos.
A Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, deixou de atrair recursos e investimentos depois da tentativa de golpe de estado em 2002, que precedeu uma guerra civil de dois anos. A eleição, adiada cinco vezes desde 2005, era esperada como uma chance de abrir novas possibilidades para o país. Mas pode acabar em novo conflito armado.
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