Domingo, 5 de abril de 2026
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Utilizando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, militares hondurenhos dispersaram hoje (22) milhares de apoiadores do presidente deposto Manuel Zelaya que cercavam a Embaixada do Brasil desde ontem. No prédio da representação diplomática, que está sem água, luz e telefone, estão Zelaya, vários familiares e alguns seguidores e jornalistas.

Wilmer Montoya/Diario La Prensa



Apoiadores de Manuel Zelaya fogem de bombas de gás lacrimogêneo

Zelaya condenou os atos repressivos. “Estão atacando a embaixada do Brasil. Não é possível que estejamos sendo atacados por tentar defender os pobres do país”, afirmou a jornalistas.

De acordo com a Telesur, no momento da ação a energia elétrica foi interrompida em Tegucigalpa e o sinal do canal de televisão 36, cortado.

A chancelaria brasileira já foi avisada do ocorrido, segundo Zelaya. O porta-voz do Departamento de Segurança, Orlin Cerrato, afirmou à agência Associated Press que a área ao redor da embaixada está agora sob controle das autoridades. Não há relato sobre prisões ou distúrbios maiores. 

Segundo O Estado de S. Paulo, citando o assessor da chancelaria do governo golpista, Mario Fortin, a embaixada pode ser invadida por proteger Zelaya. “A inviolabilidade de uma sede diplomática não implica na proteção de delinquentes ou fugitivos da Justiça”, assinalou. “A ação judicial pode ser realizada, já que Zelaya não foi convidado nem pediu asilo político ao Brasil”. O assessor ressaltou que as relações entre os dois países foram rompidas quando Brasília suspendeu o embaixador de Micheletti, Víctor Lozano, a pedido de Zelaya.

Segundo a agência de notícias France Presse, os soldados e policiais hondurenhos, muitos com os rostos cobertos com gorros, chegaram ao local às 6h (9h no horário de Brasília). Eles lançaram bombas de gás lacrimogêneo e agrediram com cassetetes os quase 4 mil simpatizantes de Zelaya para obrigar uma dispersão da frente do prédio da representação brasileira.

Depois de desalojar os manifestantes, ainda segundo a France Presse, os militares instalaram equipamentos de som direcionados à embaixada brasileira e começaram a tocar em alto volume o hino nacional de Honduras.

“Os militares armados e encapuzados cercaram a embaixada, jogaram gás lacrimogêneo em direção à embaixada e agrediram as pessoas. Foram bem agressivos com as pessoas”, afirmou o jornalista independente Nelson Oliva, que também está dentro da representação diplomática.

Veja aqui imagens ao vivo na rede de tevê Telesur.

Militares cercam Embaixada do Brasil em Honduras e expulsam manifestantes

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