Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Um militar italiano morreu e outro ficou ferido na base italiana de Bala Murghab, no Afeganistão, por um homem que vestia o uniforme das forças de segurança afegã, segundo informaram fontes do Ministério da Defesa da Itália.

  

O titular da pasta, Ignazio La Russa, afirmou que o autor do crime teria sido “um terrorista com o uniforme do Exército afegão”, e que ou o autor do disparo apenas utilizava a vestimenta ou era um infiltrado nas forças de segurança nacionais, o que seria “menos provável”.

  

A vítima chama-se Luca Sanna, tinha 33 anos e pertencia ao 8º regimento que atua em montanhas. Ele nasceu de Oristano e, segundo La Russa, era um “especialista”.

  

Inicialmente, o ministro da Defesa havia afirmado que dois militares teriam ficado feridos, um com um tiro nas costas e o outro com um na cabeça, e que o primeiro não corria “risco de vida”, mas que “as condições do segundo” eram “desesperadoras”.

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Assim que foi confirmada a morte de Sanna, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, declarou “profunda dor pela morte de nosso soldado no Afeganistão enquanto empenhava uma importante missão de paz para a estabilidade e contra o terrorismo”.

  

La Russa teria uma reunião sobre o episódio com o Chefe de Estado Maior da Defesa, o general Biaggio Abrate, o Chefe do Estado Maior do Exército da Itália, o general Giuseppe Valotto, o titular do Comando Operacional da Cúpula Interforças (COI, em italiano), Giorgio Cornacchione, e o conselheiro militar do ministro, o almirante Paolo La Rosa.

  

O chanceler italiano, Franco Frattini, afirmou que o fato é um “caríssimo” pagamento dos soldados italianos “em sua luta cotidiana contra o terrorismo internacional” e mais um “motivo para continuar no esforço de estabilização do Afeganistão e acelerar ainda mais o processo, já em curso, de transição” para “transferir ao Exército e à polícia afegã a responsabilidade pela segurança do próprio país”.

  

A ministra da Juventude, Giorgia Melone, também manifestou que, com seu “sincero pêsame, me junto à dor dos familiares do nosso soldado abatido”. Ela aproveitou para elogiar o trabalho prestado pelos jovens militares no país em “defesa da liberdade e da democracia”.

Histórico

  

O último episódio de morte de solados italianos no país ocorreu em outubro de 2010, quando quatro efetivos que pertenciam à Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês) voltavam de uma missão na província afegã de Farah, no oeste do Afeganistão.

  

A Itália enviou tropas ao país em 2004 para integrar as forças comandadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Desde então, 36 militares do país europeu morreram, a maioria vítimas de atentados ou confrontos. As autoridades italianas planejam retirar seus efetivos do país, que atualmente somam cerca de 3.000 homens, ainda neste ano.

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Militar italiano morre no Afeganistão‏

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