Milícias palestinas pregam ataques a Israel e fim do diálogo de paz
Milícias palestinas pregam ataques a Israel e fim do diálogo de paz
Treze milícias palestinas na Faixa de Gaza pediram em um documento conjunto um aumento nos ataques contra Israel para acabar com o diálogo de paz iniciado em Washington na quinta-feira (2/9) após 20 meses de interrupção.
O porta-voz das Brigadas de Ezzedin al-Qassam (braço armado do Hamas), Abu Obeida, leu um comunicado conjunto em entrevista coletiva em Gaza dizendo que as facções armadas concordaram que, no atual contexto, a resistência palestina pode recorrer a todas as opções contra Israel.
A estratégia unificada das milícias foi definida em um encontro na segunda-feira passada e pretende “levar a resistência armada contra Israel a uma fase avançada de ações conjuntas”. Tal fase consistirá em “rejeitar todos os projetos de vergonhosas e perigosas concessões, e enfrentar as conspirações contra os direitos palestinos efetuadas através das absurdas negociações”, segundo o comunicado.
“Não deixaremos que as negociações funcionem e responderemos porque são uma punhalada nas costas do povo palestino para legalizar as colônias (judias em território palestino) e ignorar os direitos palestinos”, acrescenta o texto.
Os signatários consideram que o novo diálogo de paz, que consiste em reuniões quinzenais destinadas a fechar um acordo em um ano, não são só “absurdas” e “infrutíferas”, mas também “dão ao inimigo (Israel) cobertura para cometer mais ações agressivas” contra o povo palestino. Além das Brigadas de Ezzedin al-Qassam, entre os 13 signatários do documento estão as milícias da Jihad Islâmica e da Frente Popular para a Libertação da Palestina, mais os Comitês Populares de Resistência e outros pequenos grupos armados próximos ao movimento Fatah.
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