Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Durante discurso transmitido ao vivo pela televisão estatal nesta quarta-feira (02/03), o líder da Líbia, Muamar Kadafi, disse que se os Estados Unidos ou os países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) entrarem na Líbia, “haverá milhares de mortos”.  Kadafi disse que o povo líbio “não deve ser escravo dos norte-americanos.”

Como resposta às ameças feitas pelas potências ocidentais de uma intervenção militar na Líbia, o coronel afirmou que quem “abrir a porta a essas ajudas estrangeiras” é um “traidor”, pois estará abrindo a porta “ao colonialismo”. Ele prometeu também lutar até o “último homem e mulher” da Líbia. “Querem nos transformar em outro Darfur, completou.

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Segundo Kadafi, as revoltas em países aárabes são um plano dos EUA para tomar posse da terra e do petróleo da Líbia e colonizar o país. O líder líbio afirmou que seu Exército está preparado para enfrentar qualquer força estrangeira.”Sentimos por todos aqueles que morreram, polícia e cidadãos. Vamos lutar até a última gota de sangue contra o terrorismo na Líbia”. De acordo com ele, os campos petrolíferos do país estão sob controle, mas que as companhias estrangeiras “têm medo” de eles se tornarem “alvo de grupos armados”.

“A única coisa que ocorre na Líbia atualmente é que há um temor provocado por esses grupos armados”, afirmou no discurso, feito na capital, Trípoli, na presença de partidários do governo e de jornalistas estrangeiros. Para ele, as manifestações contra seu governo partiram ''de fora da Líbia e de membros da Al Qaeda'' e ''gangues armadas''. ''Não há oposição na Líbia, a oposição vem do exterior'', afirmou.

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De acordo com Kadafi, que já havia responsabilizado a Al Qaeda pela desestabilização política no país, todos os líbios pegarão em armas em caso de um “atentado contra a união nacional” ou de uma ameaça sobre o petróleo.

Kadafi disse também que o povo líbio “não quer uma Constituição, nem internet”, mas “uma vida normal, a paz e salários” e assegurou que o embargo dos bens de líbios no exterior é “ilegal”, pois se trata de “roubo do dinheiro do povo”. “Eu não tenho nenhuma fortuna”, disse.

Intervenção

De acordo com o enviado especial de rede multiestatal TeleSUR à Líbia, Reed Lindsay, os grupos opositores a Kadafi “rechaçam a intervenção estrangeira” planejada pelos EUA e que “não querem armas”.

“As pessoas aqui rechaçam a intervenção estrangeira, especialmente a intervenção militar, não querem armas (…) Estes são rebeldes, mas ganharam seu território pacificamente e sacrificando suas vidas contra as forças de segurança de Kadafi”, disse Lindsay, em Benghazi.

Por sua vez, o enviado da TeleSUR Jordán Rodríguez, reportou nesta segunda-feira desde Yafrha (noroeste) que os partidários de Kadafi também repudiaram a intervenção estrangeira, ainda mais agora que o Pentágono anunciou a mobilização de barcos na zona. 

A imprensa norte-americana, por sua vez, reportou que líderes do movimento de oposição se disseram tentados a pedir ataques aéreos contra as forças governistas

Manifestações contra e a favor do regime de Kadafi começaram em 15 de
fevereiro e, segundo distintas fontes não oficiais,  entre 300 e dois mil morreram e confrontos em todo o país.

O ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) informou hoje que entre 70 mil e 75 mil pessoas fugiram da Líbia para a Tunísia desde 20 de fevereiro e cerca de 70 mil passaram a fronteira entre o Egito e a Líbia para fugir dos confrontos.

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'Milhares de líbios morrerão se o país for invadido', diz Kadafi

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