Sábado, 13 de junho de 2026
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Milhares de guardas comunais da Argélia, forças de segurança dependentes do Ministério do Interior, romperam nesta segunda-feira (07/03) um cordão policial para fazer uma manifestação em frente à Assembleia Nacional, no centro de Argel, em protesto a um plano que prevê o corte de seus efetivos, constatou a agência Efe.

Entre 6 mil e 7 mil agentes da Guarda Comunal procedentes de todas as províncias do país permanecem concentrados perante a sede parlamentar, no que representa um protesto inabitual em Argel, onde as manifestações são normalmente impedidas pela Polícia.

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Os guardas comunais, muitos deles mutilados ou com ferimentos provocados pelo combate ao terrorismo, ocupam a ampla avenida colonial em frente ao mar da capital, interditada para tráfego em ambos os sentidos.

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“Estamos fartos de promessas. Cumprimos nosso dever nacional, onde estão nossos direitos?”, gritam os guardas comunais, entre os que figuram muitas pessoas de avançada idade.

O corpo de guardas comunais foi criado em 1994 para ajudar no combate ao terrorismo nas zonas rurais da Argélia.

Após a relativa diminuição dos atentados terroristas nos últimos anos, o Governo argelino decidiu reorganizar seu sistema.

Na semana passada, o ministro do Interior argelino, Dahou Ould Kablia, anunciou aos representantes dos guardas comunais um plano de reorganização, que contempla a distribuição de alguns agentes nas forças regulares do Exército e a incorporação de outros como agentes de segurança municipais.

A Guarda Comunal conta atualmente em todo o país com cerca de 94 mil agentes, indicaram à Agência Efe fontes da entidade, segundo as quais desde 1994 houve 4.600 mortos e milhares de feridos entre suas fileiras.

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Milhares de guardas protestam em frente ao Parlamento da Argélia

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