Quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Cerca de 2,5 mil manifestantes invadiram neste sábado o principal quartel da Segurança do Estado, órgão de repressão do regime de Hosni Mubarak, no nordeste do Cairo, informou a agência oficial egípcia Mena.

Os manifestantes entraram no edifício, situado no bairro de Madinat an Nasr, para recuperar documentos importantes antes que eles sejam queimados ou destruídos, segundo as fontes.

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Os manifestantes gritaram palavras de ordem como “Onde está a liberdade entre nós e a Segurança do Estado?”, “Todo o povo disse basta, a Segurança do Estado deve ser pisoteada” e “A principal exigência dos revolucionários é que a Segurança do Estado caia”.

Desde a manhã deste sábado, várias pessoas se congregaram perante o edifício para pedir a dissolução do serviço e tentaram invadir o local, mas o Exército impediu com o desdobramento de soldados, apoiados por veículos blindados e carros de combate.

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Centenas de manifestantes conseguiram entrar em outras sedes do corpo de segurança, onde agentes atiraram sem causar vítimas.

O Ministério do Interior egípcio anunciou que realizará um estudo urgente para reestruturar o serviço.

A eliminação desse aparelho de segurança é uma das principais exigências dos manifestantes após o afastamento do presidente Mubarak, em 11 de fevereiro, e a renúncia, na quinta-feira passada, do primeiro-ministro Ahmed Shafiq, designado pelo ex-chefe do Estado.

Pela manhã, o exército esvaziou um quartel dos serviços da Segurança do Estado na zona de Ramla, em Alexandria, depois que centenas de pessoas invadiram o local na noite de sexta-feira.

A multidão entrou à força no edifício, apesar de soldados estarem de prontidão no local desde as revoltas populares de fevereiro.  A massa incendiou quatro veículos e destruiu outros seis carros da polícia que estavam estacionados em frente ao imóvel de quatro andares.

Os militares atiraram para o alto e precisaram intervir para proteger os agentes que se encontravam no edifício e defendê-los da multidão enfurecida que tentou destruir tudo o que encontrou.

Fontes dos corpos de segurança egípcios, por sua vez, negaram que houvesse policiais no interior do edifício na noite de ontem, indicando que o lugar estava vazio porque fora evacuado previamente.

Justiça

Neste sábado teve início o julgamento contra o ex-ministro do Interior, Habib el-Adly, em prisão preventiva por suposta lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

El Adly, uma das figuras mais criticadas do regime de Mubarak por apoiar a repressão policial, se declarou inocente perante a corte, que decidiu adiar a audiência até 2 de abril.

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Milhares de egípcios invadem principal quartel da Segurança do Estado

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