Segunda-feira, 27 de abril de 2026
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Integração entre países da América Latina extrapola as leis de mercado e pode ser observada na comparação de mídias alternativas do continente. É o que traz o Centro de Pesquisa Latinoamericano sobre Cultura e Comunicação (CELACC) da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP). Coordenado pelo professor Dennis de Oliveira, o projeto pretende mapear as experiências de mídias alternativas em cinco países principalmente – Brasil, Argentina, Colômbia, Equador e Bolívia.

Para a pesquisa, foram escolhidas as seguintes publicações: Le Monde Diplomatique, Fórum, Brasil de Fato, do Brasil; Página 12, da Argentina; Cambio, da Colômbia; America Latina in Movimento do Equador e por fim, Díario Nacional da Bolívia.

O professor Dennis de Oliveira, também coordenador do CELACC desde 2004, afirmou que todo embasamento teórico da pesquisa segue os conceitos dos cinco filtros abordados pelo pesquisador Noam Chomsky. Dentre eles, o filtro da propriedade dos meios de comunicação, o do financiamento, dependência de fontes, linha editorial, e por fim o do próprio jornalista.

Para analisar os diferentes veículos, o centro de pesquisa leva em consideração seus projetos editoriais, as pautas escolhidas e quais foram seus recortes. O grupo analisa também as principais fontes escolhidas por essas publicações e qual seria a percepção social de cada jornal, baseando-se em depoimentos de seus editores responsáveis. Há ainda a observação da publicidade e da linguagem nesses veículos.

A pesquisa ainda está na sua fase inicial. O centro de pesquisa decidiu começar apenas com jornais impressos, pela maior facilidade de análise, “mas a ideia é ampliar”, diz o professor Oliveira. Os pesquisadores pretendem tornar o projeto em uma espécie de observatório de mídias alternativas na América Latina.

Recentemente, o projeto foi apresentado no 3º Simpósio Internacional de Comunicação e Cultura na América Latina, em que houve uma mesa exclusiva sobre mídia. O CELACC pretende montar uma rede com esses pesquisadores de outros países, como Equador e México.

O grupo ainda não tem um financiamento oficial e conta com um número reduzido de pessoas, uma média de seis a sete alunos de graduações diversas.

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Mídias alternativas da America Latina integram o continente

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