Domingo, 5 de abril de 2026
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O líder do governo golpista de Honduras, Roberto Micheletti, proibiu a imprensa brasileira de entrar na embaixada do país em Honduras e disse que o presidente deposto, Manuel Zelaya, poderia ser autorizado a sair da embaixada brasileira, onde está abrigado, sem ser preso, caso obtivesse asilo político fora do país.

Micheletti afirmou que não negociará pessoalmente com Zelaya. Em entrevista à agência de notícias Associated Press na sexta-feira (25), divulgada por vários veículos hondurenhos, Micheletti disse também que a decisão final sobre o assunto depende da Justiça – a imprensa hondurenha é totalmente pró-Micheletti e a Justiça colaborou para o enfraquecimento do governo, na medida em que deu vereditos favoráveis ao comando das Forças Armadas em detrimento de determinações do presidente nos preparativos do plebiscito constitucional que Zelaya pretendia realizar, às vésperas de sua expulsão.

Gustavo Amador/EFE

Micheletti se negou a conversar e proíbe jornalistas brasileiros na Embaixada



A declaração aponta para a continuidade do impasse no país da América Central após o retorno de Zelaya ao país e o pedido de abrigo na instalação diplomática brasileira.

Questionado sobre como Zelaya poderia deixar a Embaixada do Brasil sem ser preso, o golpista disse: “Vai acontecer, seja por meio de asilo político ou por obediência aos tribunais”. O presidente deposto é acusado de abuso de autoridade por promover um referendo para reformar a Constituição hondurenha.

Proibição à imprensa

Em entrevista coletiva, Micheletti se negou a permitir que os jornalistas brasileiros deslocados para Honduras adentrem a representação do país em Tegucigalpa. Perguntado sobre a impossibilidade de acesso, o líder do governo golpista afirmou que tropas hondurenhas continuarão ao redor do prédio apesar da decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas que veda intimidação ao local onde Zelaya se abrigou.

Micheletti afirmou também que só permitirá a presença de jornalistas brasileiros na embaixada se o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, telefonar para ele. O Palácio do Planalto não reconhece o governo dos golpistas e um contato entre os dois é considerado improvável.

Micheletti barra imprensa brasileira e diz que Zelaya só sai da embaixada se obtiver asilo

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