Terça-feira, 9 de junho de 2026
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Um tribunal militar decidiu adiar nesta segunda-feira (27/12) o anúncio da sentença no julgamento contra a Nobel da Paz de 1991 e líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, por supostas violações da lei de comércio e da gestão da pandemia da covid-19.

Aos 76 anos de idade, Suu Kyi foi acusada de importação e porte ilegal de walkie-talkies, bem como por supostas violações das restrições contra o novo coronavírus. O veredicto, que já tinha sido adiado em 20 de dezembro, deveria ser anunciado nesta segunda.

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De acordo com a agência de notícias AFP, uma fonte próxima ao caso informou que o juiz adiou a sentença para o dia 10 de janeiro.

No início de dezembro, Suu Kyi foi condenada a quatro anos de prisão por incitação à oposição contra a junta militar que deu um golpe no país em fevereiro e por violação da lei sobre desastres ambientais na gestão da pandemia. A pena foi reduzida pela metade algumas horas depois do anúncio.

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UN Geneva/ Flickr/ Violaine Martin

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Suu Kyi, que não pode ser a mandatária de Mianmar porque se casou e teve filhos com um estrangeiro, responde por sete acusações.

Os militares, mesmo tendo controle por lei de 25% dos assentos, não concordaram com o resultado das eleições de dezembro de 2020 e deram o golpe alegando “fraudes” na disputa.

Desde então, milhares de pessoas organizam manifestações nas ruas de diversas cidades do país, mas os protestos são encerrados de maneira violenta por policiais e soldados das Forças Armadas.

ONGs locais informaram que mais de 1,3 mil pessoas foram assassinadas durante os atos e mais de 11 mil foram presas por se manifestar. Noeleen Heyzer, nova enviada especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para Mianmar, disse que está “profundamente preocupada” com a escalada da violência no país.