Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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De um total de 28 mil pessoas mortas no México desde 2006 em incidentes ligados ao tráfico de drogas, cerca de 1,2 mil tinham menos de 18 anos, apontaram estimativas feitas por organizações civis locais.

O episódio mais recente foi o dessa sexta-feira (22/10), quando 14 adolescentes foram assassinados após um grupo armado invadir uma festa em Ciudad Juárez, localidade mais violenta do país. Na cidade, 138 crianças e adolescentes foram assassinadas desde 2006, ano em que o atual presidente, Felipe Calderón, iniciou seu mandato.

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Neste segunda-feira (25/10), foi criada uma “mesa permanente contra a violência a crianças e jovens”. A ideia é denunciar a “catástrofe humana” que sofrem cidades na fronteira com os Estados Unidos, informou o site do jornal espanhol El Mundo.

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O ativista mexicano Julián Contreras, da Frente Plural Cidadã, organização que participa da mesa, denunciou que o governo tenta se eximir da responsabilidade das mortes argumentando que os jovens de Juárez são criminosos. “Trata-se de uma lógica perversa, que tenta passar para a população a ideia de que não há com o que se preocupar porque quem morre são criminosos”, criticou.

Após essa primeira reunião, as organizações concluíram que o governo ignora a violência contra os jovens e, com isso, tira a possibilidade de se integrarem na sociedade. “Como adultos não estamos cumprindo com nossa função de lhes proporcionar autonomia. Não se pode fazer festas porque podem te matar”, afirmou Nashiely Ramírez, da Ririki Intervenção Social.

O impacto da violência no México não é apenas social. Em Juárez, o alto índice de criminalidade já provocou o fechamento de empresas e fez com que cerca de 230 mil pessoas emigrassem para os EUA ou voltassem para suas cidades de origem. Por isso, as organizações pedem ao presidente Calderón que estude uma nova estratégia de segurança e de combate à violência.

Dados oficiais mostram que a maioria das vítimas do tráfico de drogas são matadores profissionais (90%), policiais e militares (5%) e os demais são civis (5%).

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México: tráfico de drogas vitimou mais de 1,2 mil jovens desde 2006

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