Domingo, 3 de maio de 2026
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O ministro do Interior do México, José Francisco Blake, advertiu hoje (17/7) que o governo de Felipe Calderón não será intimidado pelas ações criminosas, como o atentado de quinta-feira na localidade de Ciudad Juárez, uma das mais perigosas do mundo.

Blake ainda classificou o ataque – cometido com um carro-bomba e que deixou ao menos cinco mortos na cidade que faz fronteira com os Estados Unidos – como um ato marcado por “deslealdade e premeditação”.

O ministro, que assumiu o cargo na última semana e é apontado um dos responsáveis pelo êxito na luta contra o crime no estado de Baixa Califórnia, afirmou ainda que frente a esta onda de violência, o governo irá atuar com “maior fluidez e efetividade”. Pretende-se também assumir “uma nova atitude entre os três níveis do governo” – municipal, estadual e federal -, explicou.

“Vamos continuar trabalhando para recuperar a tranquilidade, a paz de todos os mexicanos” e “com todo caráter, com determinação e com contundência, porque não podemos deixar os criminosos atuarem livremente”, completou Blake.

Por outro lado, uma mensagem atribuída ao cartel de Juárez fazia novas ameaças. “Ainda temos mais carros-bomba”, dizia um cartaz deixado na cidade. O texto afirmava também que ações como a de quinta-feira continuarão “ocorrendo a todas as autoridades que apoiem El Chapo”, como é conhecido o fugitivo Joaquín Guzmán, que seria o líder do rival cartel de Sinaloa.

Investigação

As primeiras investigações sobre a explosão apontam que o artefato que estava dentro do veículo foi detonado por meio de um celular. De acordo com as autoridades, o ataque foi “meticulosamente preparado”.

Junto ao automóvel foi deixada uma pessoa gravemente ferida. Vestido com um uniforme da polícia local, o suposto agente foi usado como “isca” para atrair as autoridades federais e equipes de resgate e, então, o explosivo foi detonado.

Três pessoas faleceram no momento do ataque e outras duas enquanto recebiam os primeiros socorros.

Nas últimas eleições, em 4 de julho, os cartéis demonstraram seu poder de luta com diversos atentados, assassinatos e outros crimes. O mais evidente foi o homicídio de Rodolfo Torre Cantú, candidato ao governo de Tamaulipas, morto dias antes das votações.

Para analistas locais, os mexicanos estão ingressando em uma nova fase – a do chamado narcoterrorismo -, que seria uma resposta a investida de Calderón. Desde o início de sua gestão, em 2006, a luta contra o tráfico de drogas deixou mais de 24.000 mortos, segundo dados oficiais, que apontam que 90% das vítimas seriam criminosos ou teriam algum vínculo com eles.

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México reitera ofensiva contra o narcotráfico após atentado com carro-bomba em Juarez

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