Terça-feira, 19 de maio de 2026
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O ministro mexicano do Interior, José Francisco Blake, rechaçou as acusações da secretária norte-americana de Segurança Interior, Janet Napolitano, de que existe um vínculo entre o cartel de drogas Los Zetas e a rede terrorista Al Qaeda.

Blake atestou que não existe nenhum indício nem elementos que possam apontar para esta ligação, já que os grupos fariam parte de “dois fenômenos muito diferentes”. O crime organizado, segundo ele, tem origem no tráfico de drogas para a região fronteiriça e expandiu-se para diversos territórios.

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Na quarta-feira, Napolitano disse, frente ao Comitê de Segurança Nacional da Casa dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos, que o governo de Barack Obama tem tomado providências para uma possível aliança entre um cartel mexicano de narcotráfico com a Al Qaeda.

De acordo com a secretária, a rede terrorista tenta se aproveitar dos grupos criminosos mexicanos para atacar o território norte-americano.

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Washington elevou a violência decorrente do narcotráfico no México para o nível um, “o mais alto em termos de prioridade”, segundo James Clapper, chefe da Direção Nacional de Inteligência (DNI) norte-americana. Segundo Clapper, as forças de segurança mexicanas têm sido “inadequadas” para combater os cartéis de droga e “conter a violência criminosa”.

Ele elogiou as reformas institucionais tomadas pelo presidente Felipe Calderón para combater os grupos criminosos no México, mas afirmou que as mudanças têm sido lentas “devido à escassez de recursos, prioridades políticas enfrentadas e resistência burocrática”.

No início da semana, o subsecretário do Exército dos Estados Unidos, Joseph Westphal, assinalou que existe o risco de que o crime organizado tome conta do governo mexicano.

Devido aos altos índices de violência e das relações mantidas com governantes, alguns estados mexicanos têm sido chamados de “narcoestados”.

Em 2006, quando Calderón assumiu a presidência, o governo federal do México decidiu mobilizar as Forças Armadas para combater o narcotráfico, e, desde então, o país tem vivido uma escalada nos índices de violência que, em 2010, levou a pelo menos 28 mil assassinatos, segundo dados oficiais.

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México nega ligação entre Al Qaeda e cartéis de droga

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