México lança manual escolar contra ataques de traficantes
México lança manual escolar contra ataques de traficantes
O governo mexicano lançou nesta terça-feira (22/6) um manual escolar para instruir pais, estudantes e professores sobre como agir diante de tiroteios e ações de traficantes de drogas. O documento “Manual e Protocolo de Segurança Escolar” é uma medida dos ministérios de Educação, Segurança Pública e Proteção Civil e, até agora, foi aplicada apenas em Nuevo León, estado que fica no norte do país.
O manual, que contém 16 páginas, foi distribuído nas escolas. Nos último cinco anos, cerca de 900 crianças e adolescentes morreram em conflitos entre traficantes e policiais na região, segundo dados da rede britânica BBC. Além disso, faz parte da medida capacitar docentes das 5 mil escolas do estado para orientar e tirar dúvidas a respeito do guia.
Até agora, vários estados mexicanos já haviam adotado medidas preventivas nas escolas, como Nayarit (oeste), que antecipou o final do ano letivo. Outros manuais que sugeriam mudanças de comportamento para evitar roubos e furtos também foram distribuídos no país. No entanto, o “Manual de Protocolo de Segurança Escolar” é uma inovação no que diz respeito à orientação da conduta.
Além de instruir os responsáveis pelos estudantes sobre como evitar o pânico e conter a curiosidade das crianças em caso de tiroteio, o documento apresenta técnicas para desviar de balas e orienta como se comportar diante da presença de policiais e militares armados nas ruas. Segundo o texto, isto “estimula o temor e a falta de tranquilidade”.
Responsabilidade
Outra inovação no manual é a orientação em casos de tiroteios nas proximidades das escolas, atribuindo a responsabilidade pelos alunos aos professores que estiverem nas salas de aula. De acordo com o documento, cabe a eles não deixar que os estudantes saiam das salas de aula e impedir a aglomeração nas janelas para que os alunos não tenham contatos visuais com os traficantes.
Fora do México, houve experiência similar na Colômbia, onde a mesma medida foi tomada para orientar a população sobre os perfis de reféns mais “atrativos” durante o auge dos sequestros no país.
Até agora, segundo o jornal mexicano Milenio, não houve ataques diretos contra escolas em Nuevo León, mas a morte de dois alunos de uma universidade da região causou alarde e estimulou a medida. Outro dado importante foi a divulgação da pesquisa do instituto mexicano Demotecnia que mostrou que cinco de cada dez pais mudaram os planos que tinham para os filhos durantes as férias de verão (como cursos, viagens e acampamentos) em decorrência da falta de segurança no país.
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