Terça-feira, 28 de abril de 2026
APOIE
Menu

A chanceler mexicana, Patricia Espinosa, afirmou nesta terça-feira (25/5) que o governo de seu país descarta participar de um “boicote comercial” contra o estado de Arizona, em retaliação pela lei que criminaliza os imigrantes ilegais.

Em uma coletiva de imprensa, Espinosa disse que o México “acredita no livre comércio e tem que cumprir com suas obrigações” firmadas com os Estados Unidos, em particular com o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), em vigência desde 1º de janeiro de 1994.


Leia mais:

Obama
condena lei de imigração, mas diz que não tem apoio do Senado


Protestos
contra lei do Arizona revelam sociedade rachada nos EUA


Para
chegar aos EUA, latinos se arriscam no ‘surfe ferroviário’ da imigração


Arizona
endurece lei contra imigrantes ilegais e provoca críticas de Obama

Sob esta ótica “seria muito difícil fechar a fronteira e deter o comércio”, por isso, um boicote como este “dependeria dos indivíduos e não do governo”, afirmou.

A chefe da diplomacia também esclareceu que há pelo menos 14 iniciativas semelhantes à lei do Arizona em outros estados e afirmou que o México dará “seguimento pontual” para aproximar-se às legislaturas locais, com o objetivo de evitar que normas que atentem “contra os direitos de seus conterrâneos nos Estados Unidos” sejam aprovadas.

Na última semana, o presidente mexicano, Felipe Calderón, em visita a Washington, condenou a norma e obteve o respaldo de seu par norte-americano, Barack Obama.

De acordo com dados locais, entre 11 e 12 milhões de cidadãos mexicanos vivem ilegalmente no país. Destes cerca de 500 mil são afetados pela medida do Arizona que permite às autoridades a prisão de pessoas que despertem dúvida quanto à origem com base na aparência física.

Siga o Opera Mundi  no Twitter

México descarta retaliação comercial contra lei de imigração do estado do Arizona

NULL

NULL

NULL