México conclui apuração e confirma vitória de Claudia Sheinbaum com quase 60% dos votos
Candidata de esquerda obteve 35,9 milhões de votos; presidenta eleita deve continuar reformas do antecessor
Com 100% das urnas apuradas, o Instituto Nacional Eleitoral (INE) do México informou que Claudia Sheinbaum, a candidata de esquerda à presidência do México pela coalizão Sigamos Haciendo Historia, obteve a vitória oficial ao acumular 35,9 milhões de votos (59,75%). A digitalização das cédulas eleitorais foi concluída pelo Instituto Nacional Eleitoral (INE) na tarde de quinta-feira (06/06).
De acordo com o órgão eleitoral, a líder da coalizão de esquerda formada pelos partidos Morena, Verde e Trabalhista aumentou sua vantagem sobre sua rival mais próxima, a candidata Xóchitl Gálvez, da coligação de direita que reuniu os partidos tradicionais Partido da Ação Nacional (PAN), Partido Revolucionário Institucional (PRI) e Partido da Revolução Democrática (PRD).
Gálvez recebeu 16,5 milhões de votos nas eleições de 2 de junho, o equivalente a 27,45% do total. O candidato do Movimiento Ciudadano, Jorge Álvarez Máynez, ficou em terceiro lugar com 6,2 milhões de votos, o equivalente a 10,32%.

Twitter/Arturo Reyes Sandoval
Claudia Sheinbaum, candidata de esquerda à presidência do México pela coalizão Sigamos Haciendo Historia, obteve a vitória oficial ao acumular 35,9 milhões de votos (59,75%)
Aprofundar as reformas constitucionais
Nesta quinta (06/06), a presidenta eleita do México se declarou a favor da abertura de um diálogo para revisar as reformas constitucionais pendentes e adiantou que deve se reunir com o presidente Andrés Manuel López Obrador no Palácio Nacional na próxima segunda-feira (10/06).
“A proposta tem que ser avaliada e eventualmente aprovada”. Ela reforçou que “as propostas têm que ser ouvidas, têm que ser bem conhecidas pelo povo do México e podem ser abertas em um parlamento”.
Sobre a reforma do Judiciário, Sheinbaum afirmou que ela deve ser discutida no momento oportuno: “Ninguém será afetado, e minha opinião é que um processo deve ser aberto para que a reforma seja bem conhecida”.























