México: Calderón diz que 90% dos mortos no país tinham vínculos com narcotráfico
México: Calderón diz que 90% dos mortos no país tinham vínculos com narcotráfico
O presidente mexicano, Felipe Calderón, minimizou ontem (16/4) a cifra de civis mortos na luta contra os cartéis do narcotráfico, ao afirmar que 90% das vítimas dos confrontos são “deliquentes”.
“Morreram alguns civis inocentes, mas são poucos”, disse o presidente ao abrir um simpósio turístico nesta sexta-feira.
Por outro lado, organizações de defesa dos direitos humanos e dirigentes da oposição criticam as ações do governo e apontam que o número de vítimas inocentes seria maior do que o apontado pelo Executivo.
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Há algumas semanas, o ex-candidato à presidência Andrés López Obrador disse que a “má estratégia do governo federal para combater o crime organizado causou mais civis mortos do que conquistas contra o narcotráfico”.
Desde que assumiu o governo, em dezembro de 2006, uma das bandeiras de Calderón é a luta contra o crime organizado e o narcotráfico. As Forças Armadas foram incorporadas às ações de segurança e o mandatário afirma que está “decidido a ter um país seguro”.
No último dia 7, dois meninos morreram quando soldados dispararam contra uma família, que viajava em um furgão em uma estrada da cidade de Matamoros, no estado de Tamaulipas, norte do país. Hoje, cinco policiais foram assassinados na mesma região.
No início da semana, dois civis faleceram no balneário de Acapulco, vítimas de um tiroteio entre traficantes e policiais.
De acordo com dados de um relatório confidencial, divulgado pela imprensa local, o número de mortos devido ao combate entre as autoridades e organizações criminosas chegou a 22 mil desde que Calderón assumiu o cargo.
O informe aponta ainda que cerca de 92% das mortes são classificadas como “execuções” e a maioria delas ocorreu nos estados de Chihuahua, Sinaloa, Guerrero, Baixa Califórnia e Michoacán. Ciudad Juárez, localizada na fronteira com os Estados Unidos.
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