Quarta-feira, 6 de maio de 2026
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Os 72 cadáveres encontrados na terça-feira em um rancho do estado mexicano de Tamaulipas são imigrantes clandestinos, a maioria centro-americano e sul-americano, segundo depoimento de um sobrevivente equatoriano. Todos foram sequestrados por um grupo criminosos que exigia dinheiro. 

Reprodução



Imagem mostra o sobrevivente equatoriano sendo atendido em hospital

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O jornal mexicano Reforma informou que Luis Freddy Lala Pomadilla, que sobreviveu após levar tiros de raspão, avisou o exército do crime. Segundo o periódico, que teve acesso ao depoimento do rapaz, relatou que fazia parte de um grupo de 75 pessoas que haviam ingressado no México por meio de Chiapas, com a intenção de chegar aos Estados Unidos.

No depoimento, o equatoriano afirmou que um grupo de criminosos tentou extorqui-los e como eles resistiram, começaram a disparar. Ele se fingiu de morto e com isso conseguiu escapar para pedir auxilio. Segundo o relato, ele ouviu gritos e súplicas antes de fugir. 

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Efetivos da marinha descobriram os cadáveres no rancho após denúncia do equatoriano. O ministério da Marinha informou o fato na noite de terça-feira em um comunicado que afirma que as 72 vítimas, das quais 14 são mulheres, foram encontradas no rancho depois de se registrar um tiroteio com pistoleiros que custodiavam o local e no qual morreu um soldado e três supostos sicários.

O estado de Tamaulipas é cenário de fortes disputas entre o cartel de traficantes de drogas do Golfo e seus antigos aliados, Los Zetas, liderados por soldados de elite desertores, acusados pelas autoridades de cometer diversos massacres e de realizar sequestros em massa.

Efe



O equatoriano, único sobrevivente do massacre

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México: 72 cadáveres encontrados em Tamaulipas eram de imigrantes latinos

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