Mexicano preso na Patagônia morre de hipotermia
Mexicano preso na Patagônia morre de hipotermia
O turista mexicano Mario Corsalini morreu hoje (03/12) de hipotermia após ficar três dias preso em uma tempestade de neve na região do Campo de Gelo Patagônico Sul, na Argentina.
Corsalini e seus dois guias argentinos, Merlin Lipshitz e Damián Vilches, tinham anunciado, na terça-feira, que se encontravam em situação de emergência por causa de uma tempestade violenta que os surpreendeu enquanto cruzavam a região da montanha El Chaltén.
Naquele dia, um forte temporal de gelo levou embora as barracas e os equipamentos do grupo. Lipshitz conseguiu pedir auxílio a sua mulher por meio de seu rádio, que por sua vez alertou as equipes responsáveis pelos Parques Nacionais.
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Ontem, uma equipe de quatro socorristas, entre eles um paramédico, localizou por meio de um GPS a cova que os três turistas fizeram para se refugiarem dos ventos de até 120 quilômetros por hora. Eles se abrigaram com roupas molhadas em um local onde a sensação térmica é de 15 graus Celsius abaixo de zero.
A equipe prestou os primeiros socorros aos turistas, que apresentavam um estado crítico de congelamento. Hoje os socorristas tentaram reanimar o mexicano, que não respondeu aos esforços. Já Lipshitz e Vilches estão com sinais de fraqueza e hipotermia, mas já se encontram fora de perigo.
Eles serão retirados do local por terra, já que as condições climáticas atuais do local não permitem a operação de resgate por meio de um helicóptero, informaram as equipes de socorro.
O Campo de Gelo Patagônico Sul, um Parque Nacional localizado a cerca de 20 quilômetros a oeste de El Calafate, no sul da cordilheira do departamento de Santa Cruz, é um lugar que atrai muitas pessoas interessadas em turismo de aventura, principalmente jovens estrangeiros.
O mexicano e os dois argentinos haviam saído no dia 23 de Paso Marconi e se propuseram a caminhar até a Estância Cristina, em uma travessia sobre uma imensa massa de gelo formada por glaciares e vulcões.
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