Merkel é reeleita presidente da CDU com 90,4% dos votos
Merkel é reeleita presidente da CDU com 90,4% dos votos
A chanceler alemã, Angela Merkel, foi reeleita nesta segunda-feira presidente da União Democrata-Cristã Alemã (CDU) com 90,4% dos votos no congresso do partido em Karlsruhe, no sudeste do país.
Com o resultado, Merkel, líder da CDU desde 2000, ficou abaixo do recorde conquistado há dois anos, no congresso em Stuttgart, em que obteve 95% dos votos.
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A chanceler definiu o partido como o responsável por um novo “milagre alemão” que “surpreende o mundo”.
“Prometemos, no auge da crise, levar a Alemanha adiante. Hoje a Alemanha está melhor que quase todos os demais países”, declarou Merkel, quem acrescentou que “o mundo fala de um novo milagre alemão”.
“Na realidade não é um milagre, mas algo que os alemães e a CDU alcançaram trabalhando duro e na direção correta”, destacou.
Merkel defendeu cada um dos passos dados sob sua liderança diante da crise grega, “que pôs em jogo a estabilidade do euro e o futuro da Europa”.
“O bom europeu não é sempre o que atua rápido, mas o que atua com inteligência”, ressaltou Merkel, referindo-se às críticas iniciais de seus parceiros europeus à sua gestão.
A chanceler também falou sobre o desemprego: “Assumi o Governo com cinco milhões de desempregados. Agora há menos de três milhões”.
Além disso, “os bons produtos” fabricados na Alemanha “são exportados para todo o mundo”, disse Merkel referindo-se ao crescimento das exportações alemãs, que, segundo ela, suscita “a admiração e respeito do mundo”.
A chanceler também criticou a oposição e a convocou para lutar contra seu partido nas eleições regionais de 2011.
Merkel falou nos valores cristãos, como referência da sociedade alemã, e ressaltou que a Alemanha dá, “de coração”, as boas-vindas a todos que “respeitam e observam nossa cultura”.
Ela referiu-se assim à parte mais conservadora do partido em uma clara mudança em relação a discursos anteriores.
De Karlsruhe sairá uma cúpula renovada, marcada pela lealdade à sua linha, com a eleição como vice-presidentes de Ursula von der Leyen e Norbert Rottgen, ambos membros de seu Governo, e de Volker Bouffier, primeiro-ministro no estado de Hesse.
A questão mais polêmica do congresso será o debate sobre as experiências genéticas em embriões fecundados in vitro, antes de sua implantação no útero materno, para detectar doenças hereditárias, um tema que divide o partido.
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