Domingo, 14 de junho de 2026
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A chanceler Angela Merkel reiterou nesta sexta-feira (18/03) que a Alemanha não participará da operação militar da Otan contra a Líbia, mas ressaltou que compartilha os objetivos finais da resolução que o Conselho de Segurança da ONU adotou na quinta-feira.

“Alemanha não participará das medidas militares, mas compartilha os objetivos da resolução”, assegurou Merkel em um comparecimento perante a imprensa.

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No entanto, a chefe do governo alemão acrescentou que não se pode confundir a decisão alemã de “não tomar parte” na operação com “a neutralidade” de seu país a respeito deste assunto.

A chanceler aproveitou seu discurso para confirmar que participará da cúpula extraordinária para abordar a crise líbia que convocou em urgência o presidente francês, Nicolas Sarkozy, para sábado em Paris.

Merkel e seu ministro da Defesa, Thomas de Maizière, decidiram horas antes que a Alemanha não participará com soldados na citada operação, mas concordaram em substituir com seus soldados os de outros países que saiam do Afeganistão para ir à Líbia.

Segundo tinham indicado previamente círculos governamentais, a Alemanha proporá a seus parceiros da comunidade internacional, provavelmente no encontro de sábado, que militares das Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) substituam especialistas de outros exércitos como especialistas das aeronaves “Awacs” de acompanhamento e espionagem aérea.

No entanto, esta medida precisa ser ratificada pelo Parlamento alemão (Bundestag) para poder ser aplicada.

O governo de centro-direita de Merkel deseja contar com o pertinente mandato parlamentar na próxima semana, um trâmite legal que não deveria ser um obstáculo devido a maioria suficiente que desfruta a coalizão governante de conservadores e liberais na câmara baixa.

Por sua parte, o ministro de Exteriores, Guido Westerwelle, reiterou em um discurso no Bundestag a posição oficial do Executivo alemão, que foi encerrada com a abstenção da Alemanha na votação do Conselho de Segurança da ONU.

O ministro assegurou que a Alemanha está de acordo com o endurecimento das sanções contra Muamar Kadafi que prevê a resolução do Conselho de Segurança da ONU e enfrentar o ditador africano com o Tribunal Penal Internacional (TPI).

No entanto, o gabinete de Merkel se mostra reticente a realizar uma intervenção militar no país, uma medida que considera que criará mais problemas dos que resolver, segundo o próprio ministro de Exteriores.

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Merkel confirma que Alemanha não participará de operação militar na Líbia

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