Sexta-feira, 19 de junho de 2026
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As novas medidas e protocolos de segurança que deverão ser adotados internacionalmente após o acidente na Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, serão aplicadas nas novas usinas nucleares brasileiras previstas para serem construídas nos próximos anos.

Não houve qualquer menção sobre paralisação ou adiamento de construção de usinas nucleares, como já fizeram, por exemplo, Alemanha e Itália. De acordo com o ministro da Ciência e Teconologia, Aloizio Mercadante, os procedimentos de segurança das usinas poderão ser alterados a depender dos novos padrões internacionais.

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“[Os novos protocolos] seguramente vão afetar. Vão exigir procedimento muito mais rigorosos de segurança porque, em energia nuclear, a segurança precede qualquer outra decisão”, afirmou. Segundo o ministro, o Brasil “não tem pressa” para a construção das novas usinas, e deverá fazê-las com atenção aos últimos acidentes nucleares ocorridos.

“É um plano para 2030, nós não temos pressa nessa área, e temos que fazer com todo o cuidado, com toda a segurança, e aprendendo muito com os erros, como aconteceu, em 1979, nos Estados Unidos; em Chernobyl, em 1986, na extinta União Soviética; e agora no Japão”, disse Mercadante, antes de visitar uma feira de ciências em São Paulo.

Atualmente, o Brasil conta com duas usinas nucleares em operação: Angra 1 e Angra 2, no Rio de Janeiro. As duas são administradas pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras. Mais uma usina, Angra 3, está em fase de construção. Os critérios de segurança para essas três usinas deverão ser mantido, segundo a administradora.

A mudança no padrão de segurança, se ocorrer, afetará às quatro usinas nucleares que o governo brasileiro pretende construir até 2030.

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Mercadante afirma que Fukushima fará com que  novas usinas nucleares brasileiras tenham mais rigor na segurança

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