Membro da Comissão Europeia reconhece que há dúvidas sobre economia da Espanha
Membro da Comissão Europeia reconhece que há dúvidas sobre economia da Espanha
O comissário europeu para competição, o espanhol Joaquín Almunia, alertou nesta quinta-feira (25/11) que “há dúvidas” quanto à situação financeira da Espanha. Logo após a declaração de Almunia, também membro do governista PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), funcionários de sua equipe tentaram atenuar a fala.
“Há dúvidas a respeito da Espanha. Estamos vendo como os mercados reagem frente à dívida pública espanhola [ao redor de 64% do PIB] ou à dívida privada de empresas ou entidades espanholas. E a dúvida é, se por um lado, a Espanha será capaz de aplicar o que foi decidido, que deve ser feito”, afirmou durante entrevista à rede de televisão Ser, citada pelo site ABC.es.
De acordo com Almunia, a segunda dúvida é se a Espanha está escondendo a real dimensão de sua economia. “Mas apesar de todos esses questionamentos, o país tem uma estratégia de crescimento necessária”.
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O vice-presidente da Comissão Europeis recomendou durante a entrevista que todos os políticos espanhóis, líderes sociais, empresariais e autônomos reforcem a confiança na Espanha. “Todos precisam defender os interesses de mais de 40 milhões de espanhóis. É preciso enviar a mensagem de que sabemos o que é preciso fazer e que teremos êxito nisso”.
Após a entrevista, membros da equipe de Almunia na Comissão Europeia buscaram atenuar a fala do vice-presidente e explicar que havia acontecido uma má interpretação de suas palavras, informou o ABC.es.
“Abismo”
A fala de Almunia contrasta com a declaração do secretário da Economia espanhola, José Manuel Campa, desta quarta-feira (24/11), que haveria “um abismo” entre as situações econômicas de Espanha e Irlanda, após Dublin autorizar um resgate financeiro da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional), calculado em mais de 85 bilhões de euros.
“Um abismo nos separa da Irlanda, sem dúvida”, declarou Campa, destacando que a Espanha é “um país com baixo nível de dívida pública, que passa por um processo de consolidação fiscal, que acaba de aprovar uma reforma trabalhista e da poupança e que tem pendente uma reforma das pensões públicas e da negociação coletiva”.
A taxa de juros das emissões da dívida espanhola superavam ontem os 5% pela primeira vez desde 2002, devido ao temor dos mercados em relação ao risco de contágio da crise irlandesa para outros países da zona do euro.
Apesar da negativa do governo, especialistas do mercado consideram que Madri talvez necessite de ajuda internacional, da mesma forma que Grécia e Irlanda.
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