Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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A saída do presidente Jair Bolsonaro do Brasil na sexta-feira (30), dois dias antes do fim de seu mandato e antes da posse de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva repercutiu na imprensa internacional. Jornais e revistas pelo mundo comentaram o episódio neste fim de semana, frisando que o chefe de Estado queria evitar o momento de passar o poder para o novo líder.

“O presidente do Brasil não estará presente no domingo para a passagem da faixa presidencial, conforme exige o protocolo. Ele fugiu para a Flórida”, resume o jornal suíço Le Temps.

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O diário belga La Libre detalha que “Jair Bolsonaro, que nunca parabenizou Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória, não deve, portanto, estar presente no domingo na cerimônia de posse em Brasília”.

Após se despedir de seus seguidores em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, mas sem fazer qualquer menção à viagem, Bolsonaro embarcou para a Flórida em um avião da FAB por volta das 14h. A aeronave usada pelo presidente, identificada com o código BRS1, pousou na cidade de Orlando, na Flórida, segundo a plataforma de rastreamento de voos Flightaware.

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Avião presidencial com o qual Bolsonaro viajou à Flórida, para não ter que passar a faixa presidencial a Lula

“Embora não esteja claro quando Bolsonaro planeja retornar, sua viagem aos Estados Unidos pode romper com a convenção brasileira de líderes cessantes, presentes na cerimônia de posse de seus sucessores”, escreve a CNN em inglês.

“O líder de extrema direita se despediu de apoiadores na sexta-feira antes de partir para os Estados Unidos, onde seus planos não são claros”, aponta o canal árabe Al Jazeera. “Durante anos, Bolsonaro espalhou retórica antidemocrática e semeou dúvidas sobre a integridade do sistema eleitoral do Brasil, insinuando que se recusaria a renunciar se perdesse a eleição para seu rival de esquerda”, lança a emissora em seu site.

Dignidade democrática

Já o jornal francês La Nouvelle République escreve, em manchete: “Mau perdedor, Jair Bolsonaro deixa o país” e lembra que essa é uma situação “inédita” em 35 anos. “É certo que os dois não passarão as férias juntos”, ironiza o diário. “No entanto, poderíamos imaginar que Jair Bolsonaro, em um momento de dignidade democrática e política, iria assistir à cerimônia de posse de seu sucessor, Lula, que o derrotou nas últimas eleições presidenciais. Provavelmente não”, conclui.

“Assim termina um mandato marcado por inúmeras críticas, sobretudo pela gestão da pandemia do coronavírus no país, pelas acusações de uso consciente de desinformação e pela postura de Brasília em relação aos indígenas da Amazônia”, avalia o italiano Il Fatto Quotidiano.

(*) Com informações de RFI