Domingo, 10 de maio de 2026
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Os indígenas mapuches chilenos encerraram  a greve de fome que mantinham há quase três meses após entrarem em acordo com o governo na última sexta-feira (1/9), conforme informou o arcebispo da cidade de Concepción, Ricardo Ezzati, que participou da mediação.

Os 35 mapuches são presos políticos detidos, na maioria dos casos , preventivamente após a participação em protestos contra a ocupação de territórios que reivindicam como ancestrais, já cumprem quase um ano e meio pena. Com o jejum que permite somente água, chá e mate, os indígenas exigiam não serem julgados pela lei antiterrorista, criada durante a ditadura militar de Augusto Pinochet (1973-1990) para combater protestos sociais e que ainda está presente Constituição chilena que ainda está em vigor no país.

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O acordo entre indígenas e governo, que aconteceu depois de duas extensas reuniões com com o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, também foi confirmado pela porta-voz dos mapuches presos, Natividad Llanquileo.

“Como é de conhecimento público, o governo promoveu reformas legais destinadas a modificar a denominada 'Lei Antiterrorista' e a norma de ajuizamentos civis por parte de tribunais militares”, disse Ezzati aos jornalistas.

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Segundo ela, o governo vai abrir mão dos julgamentos  por delitos terroristas e julgar tais ações sob as normas do direito penal comum. A decisão foi aprovada pela Câmara de Deputados por  81 votos a favor, 9 contra e 10 abstenções.

Anteriormente, o governo considerou desmedidas as exigências dos grevistas e classificou as tentativas de diálogo como “fracassadas”. No entanto, a reunião que várias mulheres mapuches, familiares dos presos, mantiveram na quinta-feira (30/9) com Hinzpeter no Palácio da Moeda facilitou a retomada das conversas.

“As coisas começam a fluir”, declarou Hinzpeter.

As autoridades chilenas informaram que até o momento oito detidos em Concepción, 13 de Temuco, um em Angol e outro em Valdivia já encerraram a greve de fome.

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Mapuches entram em acordo com governo chileno e encerram greve de fome

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