Manifestantes voltam a ocupar praça central de Manama após saída do exército
Manifestantes voltam a ocupar praça central de Manama após saída do exército
Cerca de 15 mil barenitas voltaram a tomar a praça Pérola, em Manama, símbolo dos protestos que começaram no último dia 14 de fevereiro para exigir reformas políticas. A ocupação só foi possível em razão da retirada do exército.
Aos gritos de “o povo quer a queda do regime” e “pacificamente”, os manifestantes entraram na praça neste sábado (19/02), de onde foram desalojados à força pelas Forças Armadas na madrugada do dia 17 de fevereiro, após dois dias acampados na praça.
Alguns manifestantes, que carregavam bandeiras do Bahrein, instalaram barracas de campanha. Muitos insistem que só sairão quando suas exigências de reformas democráticas e melhorias nas condições de vida forem atendidas. O retorno ocorre pouco depois de o Exército retornou aos quartéis.
Os participantes do protesto recuperaram a praça após alguns confrontos com a polícia, que chegaram a tentar dispersar os manifestantes com gás lacrimogêneo.
Retirada
Pouco antes da ocupação, o comando geral das Forças Armadas do Bahrein ordenou os soldados e unidades militares que estavam na praça desde o dia 17 de fevereiro em resposta aos protestos populares, que retornassem aos quartéis.
“As unidades militares às quais encarregou a proteção das zonas vitais do centro da capital completaram sua missão com sucesso na conservação da segurança e na ordem pública e a paz dos cidadãos e os residentes”, garantiu um porta-voz do exército em mensagem divulgado pela televisão estatal.
Os atuais eventos ocorrem ao mesmo tempo de uma nova tentativa de diálogo realizado pelo príncipe herdeiro do Bahrein, xeque Salman bin Hamad Al Khalifa.
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Em mensagem à nação, Al Khalifa garantiu que o país entra em uma nova fase. “Cidadãos do Bahrein, agora começa uma nova etapa para discutir todos os nossos assuntos com sinceridade e tranquilidade”, disse o herdeiro, que insistiu na necessidade de que “todas as partes proponham suas opiniões e assuntos de maneira responsável e produtiva”, afirmou.
Em seu discurso, o príncipe herdeiro voltou a dar sinais de temor que os protestos dividam o país, de maioria xiita, mas comandado por uma dinastia real sunita. “Reitero novamente que devemos preservar a segurança e a estabilidade pelo temor da discórdia sectária e o retrocesso da situação”. Al Khalifa pediu também pela coesão e colaboração e para manter “o contato com todas as forças políticas do país”.
Desde que começaram os protestos, em 14 de fevereiro, ao calor dos protestos populares na Tunísia e no Egito, ao menos sete pessoas morreram.
Os protestos contam com participação sem precedentes no país, formado por um arquipélago de superfície de 727 quilômetros quadrados, no qual vive pouco mais de um milhão de pessoas, metade deles estrangeiros.
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