Terça-feira, 28 de abril de 2026
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Após manifestações em diversos lugares do mundo, a Frente de Defesa do Povo Palestino organizou nesta terça-feira (1/5) um ato em protesto contra o ataque militar israelense de ontem à chamada Flotilha da Liberdade, comboio naval que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

 

No vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, em São Paulo, membros de organizações pró-Palestina e partidos políticos, como o PC do B, PSOL e o PTB, reuniram-se para repudiar a ação de Israel e cobrar atitudes imediatas das autoridades responsáveis.

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“Eu acredito que agora as coisas podem mudar, já que desta vez temos o apoio da comunidade internacional e o envolvimento de outros países na causa palestina, como o Brasil e a Turquia”, disse a historiadora Arlene Clemesha, conselheira do Instituto da Cultura Árabe e professora da USP (Universidade de São Paulo) e uma das organizadoras do evento.



Daniella Cambaúva/Opera Mundi




 

Com lenços e bandeiras palestinas, pessoas sem filiação partidária ou ligação com entidades também participaram da manifestação. Ao todo, cerca de 100 pessoas participaram, apesar do número expressivo de imigrantes e descendentes de árabes no Brasil, principalmente em São Paulo.

 

“Eu vim por que senti desejo de protestar contra o desrespeito de Israel contra os acordos internacionais”, disse o artista visual Caio Meira ao Opera Mundi.

 

A professora aposentada Ana Luiza Pinheiro, que tem uma filha que mora e trabalha na cidade palestina de Ramalá, foi solidária a nova pátria da filha. “Vi na internet a notícia do ataque e achei um absurdo o que aconteceu, por isso vim até aqui”, disse.

 

Durante os protestos, panfletos foram distribuídos os pedestres da Avenida Paulista e também para quem passava dentro dos ônibus. Além disso, os organizadores da manifestação venderam camisetas criadas por Arlene e pelo israelense-brasileiro Yuri Hasz, em que estava escrito “I’m a Palestinian” (“sou um palestino” em inglês).

 

Para chamar a atenção dos que apenas passavam pela avenida, os manifestantes discursaram sobre o ataque, pediram apoio, lembrando outros ataques militares aos palestionos e defendendo a criação de um Estado soberano.

 

Ataques

 

A ação israelense aconteceu na madrugada de segunda-feira (31/5) quando soldados atacaram a Flotilha da Liberdade, com seis navios que transportavam mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

 

Segundo informações do Canal 10 da televisão israelense, pelo menos 19 pessoas foram mortas e 36 ficaram feridas. Entre os que estavam a bordo havia uma brasileira, a cineasta Iara Lee. Segundo o Itamaraty, um funcionário da embaixada do Brasil em Israel visitou a brasileira em uma prisão israelense.

 

Em resposta, líderes mundiais da Argentina, Brasil, Bolívia, Estados Unidos, Paraguai,Venezuela e da União Europeia condenaram o ataque. Já os cidadãos de todo o mundo se organizaram em diversas regiões para protestar contra a ação.

Veja outras manifestações ao redor do mundo contra o ataque ao comboio:



Atualizado às 19h20

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Manifestantes em SP protestam contra ataque israelense a Flotilha da Liberdade

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