Manifestantes ampliam protestos por vários locais do Cairo para pressionar Mubarak
Manifestantes ampliam protestos por vários locais do Cairo para pressionar Mubarak
Os manifestantes contrários ao governo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, decidiram mudar a partir de nesta quinta-feira (10/02) a forma de protestar. A ideia é ampliar os protestos da Praça Tahir, que se tornou uma espécie de concentração das manifestações, para o restante da cidade do Cairo, além de outros locais do pais. São 17 dias ininterruptos de protestos. O objetivo é pressionar Mubarak – há quase 30 anos no poder – para que renuncie.
Os manifestantes se espalharam hoje nas áreas próximas ao Parlamento e ao Conselho de Ministros do Egito. A decisão de ampliar os protestos foi uma reação ao aviso do vice-presidente, Omar Suleiman, de que o governo não toleraria mais manifestações.
“O governo não vai tolerar mais qualquer tipo de protesto e temos de acabar com a crise o mais rapidamente possível “, disse o vice-presidente, nomeado principal negociador do governo com a oposição.
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Os opositores bloquearam as ruas que dão acesso à Assembleia da República (o Parlamento) e aos prédios onde funcionam os gabinetes da Vice-Presidência da República. Esses locais estão a cerca de 100 metros da Praça Tahrir.
Para sexta-feira (11/02), os oposicionistas preparam a Sexta-feira dos Mártires que une o dia de orações da religião muçulmana e o fim de semana de férias no Egito. Ativistas da oposição estimulam as diversas categorias a promover greves. Os funcionários de transporte público já anunciaram a paralisação por tempo indeterminado na região do Canal de Suez.
A televisão estatal confirmou que 15 mil trabalhadores dos setores de infraestrutura, minério, saúde, têxteis, eletricidade e telecomunicações também anunciaram paralisação para exigir reajustes salariais e melhores condições de trabalho, no Cairo e em outras cidades do país.
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