Sábado, 9 de maio de 2026
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Mais de 600.000 pessoas se manifestaram neste sábado (25/03) em diferentes cidades de Israel pelo décimo segundo sábado consecutivo, contra a reforma judicial promovida pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Segundo informações do Movimento Umbrella de Resistência contra a Ditadura em Israel, cerca de 300.000 pessoas foram às ruas à noite em Tel Aviv (capital), 65.000 em Haifa, 22.000 em Jerusalém e 20.000 em Beersheva. Há evidências de protestos em pelo menos 120 locais no país.

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Em Tel Aviv, a principal manifestação aconteceu na rua Kaplan, nas proximidades da sede do governo, onde pelo menos 195.000 pessoas se reuniram. Participantes teriam bloqueado a rodovia Ayalom por várias horas, onde a polícia relatou a prisão de cerca de 28 pessoas.

“Digo em voz alta e publicamente, para o bem do Estado de Israel e de nossos filhos, devemos interromper este processo legislativo”, disse o membro do Likud, partido conservador do qual Netanyahu é membro.

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Manifestações em pelo menos 120 locais no país marcam insatisfação popular com texto que propõe limitar poder da Suprema Corte e aumentar o do Parlamento

Twitter/Shany Granot-Lubaton

Em Tel Aviv, nas proximidades da sede do governo, pelo menos 195.000 pessoas se reuniram contra reforma judicial do governo

Presente nos protestos e dirigindo-se aos manifestantes, o autor e historiador Yuval Noah Harari disse que “os funcionários públicos e os militares devem obedecer aos tribunais e não ao governo, no caso de Israel acabar em crise constitucional”, e responsabilizou Netanyahu pelo que está acontecendo no país.

“Sabemos que vocês são responsáveis por tudo o que está acontecendo. Você definitivamente não é um anjo. Após 2.000 anos, ainda nos lembramos do faraó. E nós vamos lembrar de você. Não haverá ruas, praças ou aeroportos com o seu nome, mas contaremos a história do homem que tentou nos escravizar e falhou”, enfatizou Harari.

Já a física Shikma Bressler enfatizou que o plano do governo israelense de controlar o comitê para eleger juízes “é o primeiro passo no caminho para a ditadura”.

Da mesma forma, grupos da sociedade civil pediram uma “semana de paralisação” a partir deste domingo (26/03) em todos os territórios ocupados por Israel, com manifestações e greves contra ministros e parlamentares do Likud.

O anúncio da reforma judicial pelo ministro da Justiça, Yariv Levin, em janeiro passado, levou milhares de israelenses a protestar. O texto propõe limitar o poder da Suprema Corte e aumentar o do Parlamento.

(*) Com TeleSUR