Domingo, 26 de abril de 2026
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O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) está
alarmado com o elevado número de mulheres que continuam a ser
afetadas por violência sexual na República Democrática do Congo.

Dados da agência mostram que no primeiro
trimestre deste ano mais de 1,2 mil mulheres foram violentadas em
todo o país, uma média de quase 14 ataques por dia.

Agressões

Um número idêntico de agressões sexuais foi
registrado no mesmo período de 2009 e o Acnur receia que o total de
casos seja muito superior, já que muitas vítimas preferem manter o
silêncio com medo de serem estigmatizadas.

A agência das Nações Unidas disse em comunicado que está perturbada pela falta de justiça
e a impunidade que continua a rodear esse tipo de crime. Segundo o
Alto Comissariado, as sobreviventes deveriam ser ajudadas a denunciar
incidentes sem medo de represálias.

Mais de um terço dos casos notificados de violação
sexual ocorrem nas províncias de Kivu Norte e Sul no leste da
República Democrática do Congo. A região abriga cerca de 1,4
milhão de deslocados, incluindo 100 mil em acampamentos do Acnur.

Em muitas situações, as mulheres são
violentadas quando saem das aldeias ou campos para recolher lenha,
água e outros bens essenciais para a sua sobrevivência.

Lenha

O Acnur disse que está a fazer tudo ao seu
alcance para reduzir a vulnerabilidade das mulheres. Em Kivu Norte,
por exemplo, o órgão fornece fogareiros eficazes e lenha para
evitar que as mulheres se desloquem para áreas inseguras.

A agência diz ainda que desde 2008 tem tentado
acompanhar os casos de violência sexual que chegam ao seu
conhecimento.

Segundo dados da ONU, pelo menos 200 mil casos de
violência foram notificados na República Democrática do Congo
desde 1996.

Mais de 1,2 mil mulheres foram violentadas na RD Congo em 2010

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