Segunda-feira, 11 de maio de 2026
APOIE
Menu

Uma pesquisa divulgada neste sábado (26/11) mostra que a grande maioria dos alemães não quer que a ex-chanceler Angela Merkelvolte ao cargo. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Civey para o Funke Mediengruppe.

Cerca de 71% dos entrevistados disseram que não querem Merkel, do partido União Democrata Cristã (CDU), de volta como chanceler, cargo que ocupou por 16 anos, até dezembro do ano passado.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Merkel melhor que Scholz

Apesar disso, 43% dos entrevistados disseram achar que Merkel fez um trabalho melhor do que o atual chanceler, Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD), que assumiu o cargo em 8 de dezembro de 2021 . Por outro lado, 41% consideram o trabalho de Scholz melhor do que o de Merkel, e 16% se disseram indecisos sobre o assunto.

Mais lidas

A popularidade de Merkel é maior no leste da Alemanha (onde a ex-chanceler nasceu) do que no oeste do país. De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados no leste preferem Merkel a Scholz, enquanto no oeste do país, o índice é de 42%.

Quase um ano após a saída da ex-chanceler federal da política, pesquisa mostra que alemães não a quer de volta ao cargo

Fabian Sommer / DPA

A ex-chanceler alemã Angela Merkel

Angela Merkel deixou o posto de chanceler federal após 16 anos e 16 dias. Com isso, ela se tornou a terceira mais longeva chanceler do país, atrás apenas do seu antigo padrinho político Helmut Kohl, que permaneceu 16 anos e 26 dias, e Otto von Bismarck, o primeiro chanceler do Império Alemão, que ocupou o posto por quase 23 anos. 

Merkel anunciou que não concorreria à reeleição três anos atrás. Ainda que mais enfraquecida no seu quarto e último mandato, ela se tornou a primeira chanceler federal da Alemanha moderna que deixou o poder nos seus próprios termos, e não como resultado de uma derrota eleitoral ou maquinação interna da sua sigla, como havia ocorrido com todos os seus antecessores no período pós-guerra.

O pleito de 2021 marcou a primeira vez na Alemanha moderna que um chanceler no cargo decidiu não concorrer à reeleição.

(*) Com informações da Deutsche Welle