Terça-feira, 28 de abril de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se reunir hoje (28/5) com a argentina Kichner para discutir as possíveis medidas que Buenos Aires poderá adotar para restringir importações, informou o site da Presidência argentina na noite desta quinta-feira (27/5). Na agenda de Lula, no entanto, não consta nada.

  

Também ontem, o ministro argentino do Interior, Florêncio Randazzo, negou que seu país pudesse impor travas às importações de produtos brasileiros a fim de proteger similares nacionais. Ele ratificou que Buenos Aires irá respeitar todas as normas de comércio já estabelecidas.

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Ministra argentina diz que Brasil não apresentou reclamação formal

A imprensa local vem destacando nos últimos dias que o Brasil é o principal sócio comercial do país. De acordo com dados do governo argentino, o fluxo comercial entre os dois países cresceu 48% no primeiro quadrimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o intercâmbio significou um déficit de 859 milhões de dólares para a balança comercial da Argentina.

  

Também foi cogitado que o governo Lula poderia realizar represálias caso o vizinho colocasse novos obstáculos no comércio bilateral, já que no início do mês o secretário argentino de Comércio Interior, Guillermo Moreno, emitiu uma ordem que restringia a entrada de alimentos não frescos que pudessem concorrer com os produtos nacionais.

  

A ministra de Indústria e Turismo da Argentina, Deborah Giorgi, afirmou, por sua vez, que o Brasil não apresentou “nenhuma” reclamação formal por esta trava.

  

Mas, ontem, o assessor especial para assuntos internacionais do governo Lula, Marco Aurélio Garcia, contou que o Brasil pode reagir com retaliações, ao mesmo tempo em que minimizou que a tensão comercial possa provocar uma crise.

  

De acordo com ele, o principal problema para o Brasil é a demora do país vizinho em conceder as licenças de importações, o que prejudica principalmente o setor de alimentos.

  

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Lula se reúne com Cristina Kirchner para discutir travas comerciais

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