Domingo, 10 de maio de 2026
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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta quarta-feira (27/11) sua determinação em assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia ainda neste ano, apesar da oposição da França.

“Nós vamos fazer o acordo do Mercosul com a União Europeia, não tanto pela questão financeira, mas porque estou há 22 anos nisso, e nós vamos concretizar”, garantiu Lula durante a abertura do evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.

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No dia anterior, durante uma votação na Assembleia Nacional da França, 484 dos 555 deputados presentes na sessão expressaram seu repúdio ao tratado, reforçando o posicionamento contrário do governo francês perante a Comissão Europeia que, por sua vez, apoia o acordo. 

Reprodução/Canalgov
Durante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (27/11), presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou sua determinação em assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia

O mandatário criticou a posição dos parlamentares europeus, enfatizando a necessidade de que o agronegócio não seja visto “como inimigo”.

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“Se os franceses não quiserem o acordo, eles não apitam mais nada; quem apita é a Comissão Europeia. A Ursula von der Leyen [presidente do Executivo da UE] tem procuração para fazer o acordo, e eu pretendo assinar neste ano ainda e tirar isso da minha pauta”, acrescentou.

A posição do governo francês conta com a pressão dos agricultores locais que realizam protestos contra o tratado de livre comércio, alegando que precisam se submeter a regras ambientais mais rígidas do que as aplicadas aos produtores sul-americanos. Segundo eles, isso criaria uma concorrência desleal.

As negociações entre os blocos sul-americano e europeu se estendem há mais de duas décadas. O acordo poderá ser firmado na cúpula de líderes do Mercosul no Uruguai, na semana que vem.

(*) Com Ansa