Lula quer reforçar papel brasileiro no diálogo entre Colômbia e Venezuela
Lula quer reforçar papel brasileiro no diálogo entre Colômbia e Venezuela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está disposto a “fomentar o diálogo” entre Venezuela e Colômbia e, com esse objetivo, aproveitará as visitas que fará entre sexta-feira (6) e sábado (7) aos dois países para fazê-lo, informou hoje (4/8) o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.
“Será uma oportunidade para mostrar que o Brasil pode ser um canal de diálogo” para resolver o conflito entre Venezuela e Colômbia, disse hoje Baumbach, sobre a viagem que o presidente começará na próxima sexta-feira.
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Lula chegará na sexta-feira de manhã a Caracas, para sua 10ª reunião trimestral com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e à tarde viajará para Bogotá, onde no sábado assistirá à posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos.
Baumbach esclareceu que as duas visitas estavam programadas antes de a Venezuela decidir romper suas relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o embaixador colombiano na OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Alfonso Hoyos, denunciou a suposta presença de guerrilheiros em solo venezuelano.
O porta-voz disse que Lula pretende aproveitar a oportunidade para renovar sua chamada ao diálogo e à concórdia entre “dois vizinhos tão importantes” do Brasil.
Baumbach disse ainda que Lula “não levará proposta alguma” nem a Caracas nem a Bogotá, pois acredita que o assunto deve ser discutido pela Unasul (União de Nações Sul-americanas), que é um “fórum privilegiado” para a solução de conflitos regionais.
“O presidente reiterará sua disposição a auxiliar na retomada do diálogo e na recomposição das relações” entre Venezuela e Colômbia e manifestará sua convicção de que “o espaço sul-americano deve estar livre de tensões e conflitos”, para poder avançar na integração regional, disse Baumbach.
Na sexta-feira à noite, Lula irá a um jantar que será oferecido pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, em fim de mandato, aos líderes convidados à posse de Santos.
Embora Lula não tenha nenhuma reunião bilateral prevista com Uribe, Baumbach reiterou que o Brasil deu “por totalmente superado” o mal-estar causado por um cruzamento de declarações entre os dois, sobre o conflito entre a Venezuela e a Colômbia.
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Na semana passada, Uribe “deplorou” as declarações de Lula nas quais ele assegurava que não via nenhum conflito entre os dois países além do “verbal”.
Baumbach também ratificou que o Brasil confia em que a chegada ao poder de Santos servirá para aliviar as tensões com a Venezuela.
“Sabemos que o presidente Santos quer dialogar [com Chávez] e o Brasil espera que essa propensão ao diálogo leve a uma melhora” nas relações entre os dois países, afirmou.
Baumbach informou ainda que o presidente participará de uma reunião da Cúpula América do Sul-África (ASA) e depois terá uma reunião de trabalho com Chávez, na qual serão analisados diferentes projetos de cooperação bilateral.
Entre eles, citou planos nos setores agrícola, financeiro, habitacional e outras iniciativas na área social, inclusive nas zonas de fronteira.
Em Bogotá, as atividades de Lula se limitarão ao jantar que será oferecido por Uribe na sexta-feira e aos atos de posse de Santos no sábado.
No entanto, Baumbach disse que a manhã de sábado poderia ser aproveitada por Lula para manter reuniões bilaterais com alguns dos líderes que assistirão à posse, mas disse que até agora não havia nenhuma confirmada.
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