Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um alerta sobre o avanço da direita fascista e defendeu o fortalecimento dos governos de esquerda e progressistas, ao discursar na abertura do 26º Foro de São Paulo, em Brasília, na noite de quinta-feira (29/06).

“Nós estamos em uma trincheira, nós temos que cuidar de fortalecer o papel de setores progressistas e democráticos da sociedade nesse mundo, porque a direita fascista tem crescido”, afirmou o presidente.

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Segundo o presidente, é necessário que a esquerda tenha uma estratégia mais agressiva para conquistar espaço na América Latina, juntamente com a elaboração de uma nova estratégia de comunicação.

Lula comentou o histórico da fundação do Foro de São Paulo, dizendo que o intuito da articulação foi juntar forças da esquerda latino-americana para discutir formas de vencer eleições democraticamente nos países da região.

Assim, lembrou das vitórias progressistas na América Latina no período de 2000 a 2016, até o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

“A esquerda resolveu se juntar e disputar, do ponto de vista da organização democrática, os espaços políticos do nosso continente. A América Latina, e sobretudo a América do Sul, viveu seu melhor momento nessa época, com vitórias no Chile, Argentina, Brasil, Venezuela e Equador”, declarou. 

O petista usou seu discurso para criticar a ONU, falando da necessidade de que a organização seja atualizada, assim como o Conselho de Segurança. 

“Não queremos votar para que o Brasil volte a ter destaque, mas para que a América do Sul e Latina voltem a ter destaque. Nós votamos para brigar pela autonomia nas Nações Unidas. A ONU não pode continuar com a mesma dimensão que teve em 1945 [em sua criação], é preciso aumentar os membros com países da África, América Latina e Ásia”, afirmou. 

Presidente do Brasil também abordou pauta da desigualdade e defendeu reforma no Conselho de Segurança da ONU durante abertura do 26º encontro da articulação

Facebook/Foro de São Paulo

Presidente Lula discursando na abertura do 26º Foro de São Paulo, em Brasília

Lula também discursou sobre a erradicação da desigualdade no mundo fazer parte do seu “compromisso de programa de governo”. “Não é possível continuar com a desigualdade na alimentação, salário, educação, moradia, a desigualdade de gênero e racial”. 

Presidente Lula finalizou seu discurso falando que a América Latina pode contar com ele para o avanço da integração regional.

Criação do Foro de São Paulo

O Foro de São Paulo foi criado diante do avanço do neoliberalismo na América Latina, no final da década de 90, que aglutinou as contradições sociais, econômicas e políticas da região. Com isso, os partidos de esquerda, que já não tinham mais a influência da União Soviética após sua dissolução, buscaram realizar intercâmbios para superar esse cenário e consolidar uma luta contra o capitalismo e também ao imperialismo. A organização  nasceu nesse momento, quando 48 legendas latino-americanas se reuniram na capital paulista com o intuito de traçar um destino em comum. 

A ideia de uma integração regional da esquerda, iniciada há 30 anos segue como foco primordial da articulação. O tema central do encontro deste ano, que vai até este domingo (02/07) é a integração regional e a construção de uma nova ordem mundial multipolar.

(*) Com Ansa