Terça-feira, 28 de abril de 2026
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(atualizado às 20h)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (28/5) durante discurso o uso pacífico da energia nuclear e pediu à comunidade internacional para que dialogue com o Irã sobre seu programa nuclear. Lula disse que foi à capital iraniana Teerã, junto com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, justamente para buscar “ uma solução negociada” para um possível conflito que ameaça o mundo.

“A energia nuclear deve ser um instrumento para a promoção do desenvolvimento, não uma ameaça”, afirmou Lula em evento no Rio de Janeiro. Segundo ele, “são absurdas as teses sobre uma suposta fratura de civilização no mundo, que conduziria inexoravelmente a conflitos. Essas teorias são criminosas quando utilizadas como pretexto para ações bélicas ditas ‘preventivas’.”

“O Brasil aposta no entendimento, que faz calar as armas. Investe na esperança, que supera o medo. Faz da democracia política, econômica e social sua única arma”, disse o presidente.

Outros temas

Lula iniciou o pronunciamento oficial do III Fórum da Aliança de Civilizações dando as boas vindas aos participantes do encontro mundial. Ele afirmou que a aliança foi a resposta de um “expressivo grupo de nações à ofensiva obscurantista daqueles que pretenderam dividir a humanidade a partir de um suposto choque de civilizações”.

Segundo ele, “a promoção de uma cultura de paz deve ser um dos pilares centrais desse Fórum”. E dá a receita: “Para tanto, precisamos renovar mentalidades. Mas para renová-las é necessário oferecer oportunidades de crescimento econômico, com justiça social, aos milhões de homens e mulheres que vivem nas margens da humanidade – humilhados e ofendidos – sem esperança”.

Na sequência do pronunciamento, Lula afirmou que “na América Latina e Caribe estamos consolidando um projeto de integração regional que vai além da criação de um espaço econômico continental. Queremos que nossa diversidade seja um fator de multiplicação de nossa força, não o pretexto para dissolver nossos objetivos comuns”.

Ele frisou também que “a crise financeira que se abateu sobre todos mostrou o quão necessário será contar com organizações multilaterais vigorosas, à altura de um mundo cada vez mais diverso, multipolar. Mas constatamos grande resistência à mudança. Incapazes de assumir seus próprios erros, alguns governantes buscam transferir o ônus da crise para os mais fracos. Adotam medidas protecionistas, que oneram bens e serviços exportados por países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que se mostram lenientes com os paraísos fiscais, responsabilizam imigrantes pela crise social”.

Coerência

Falando depois de Lula, o primeiro-ministro da Turquia foi contundente ao defender o acordo com o Irã e cobrou coerência dos países que criticaram a ação diplomática, como os EUA.

“Nós queremos impedir a proliferação, somos contra as armas nucleares. Mas é preciso agir baseado naquilo que se fala: aqueles que falam sobre não-proliferação também devem se livrar de suas armas, agindo a caminho da paz”, disse Erdogan, aplaudido pelos presentes.

Para o estadista turco, o Ocidente também cometeu injustiça ao difundir ideias que associam atos terroristas à religião muçulmana, pois, segundo ele, o próprio termo “terrorismo islâmico” é um paradoxo.

“Terrorismo e islã são palavras contrárias”, disse. “Os ataques em Nova Iorque, Madri e Londres foram desumanos – foram atos também contra os mulçumanos. É errado ser contra o Ocidente, como também é errado ter islamofobia”, comentou.

*Com agências

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Lula pede à comunidade internacional que dialogue com o Irã

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