Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recordou nesta sexta-feira (26/11), durante a cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, morto há um mês, será sempre “uma fonte de inspiração” para todos os políticos da região.

As palavras de Lula em homenagem ao então secretário-geral da Unasul foram motivo de aplausos dos demais governantes sul-americanos presentes. O presidente, em sua última reunião no bloco, também disse que a América do Sul deve trabalhar para que sejam superadas as assimetrias entre as nações.

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“Nenhum dos nossos países será de verdade próspero sem que todos sejamos prósperos”, declarou ele.

Lula ainda recebeu a condecoração “ordem de excelência” do presidente guianense, Bharrat Jagdeo, a mais alta do país.

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Ratificação

Ao abrir o evento, o equatoriano Rafael Correa, atual presidente da Unasul, defendeu a construção de uma integração “que é a nossa, a do sul”. Ele solicitou aos membros que aprovem o tratado constitutivo do bloco, sancionado até agora por oito dos 12 países. Falta apenas mais uma nação para o tratado passar a valer. O Brasil, que ainda não assinou o tratado, integra o bloco juntamente com Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Correa apresentou um relatório de sua gestão no cargo, e disse que manter a união sem a aprovação do tratado constitutivo frustra as expectativas dos povos da região. Ele destacou a função que a Unasul teve na reaproximação de relações diplomáticas entre nações irmãs por meio do diálogo e do acordo, apontando que o bloco tem a intenção de ir para além da integração comercial e financeira, segundo a rede de TV TeleSur.

O presidente do Equador também comentou o papel do ex-presidente argentino Néstor Kirchner como secretário-geral da entidade, até 27 de outubro deste ano, quando morreu de ataque cardíaco.

Sucessão

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pediu que a Unasul se torne um mecanismo de progresso comum e superação de divergências, como ocorreu no caso da Colômbia e da Venezuela este ano. Visivelmente emocionada, ela também destacou a atuação de seu falecido marido.

Participam da IV Cúpula da Unasul oito dos 12 chefes de Estado e de governo. Os ausentes são o chileno Sebastián Piñera, o peruano Alan García, o uruguaio José Mujica e o boliviano Evo Morales. A reunião marcará a transmissão da presidência para a Guiana, único dos países do continente cuja língua oficial é o inglês.

A escolha de um novo secretário-geral da Unasul deverá ser um dos temas mais importantes da reunião desta sexta-feira. Entre os potenciais candidatos ao posto estão o uruguaio Tabaré Vázquez, a chilena Michelle Bachelet e o colombiano Álvaro Uribe. Lula já disse que não pretende concorrer ao cargo.

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Lula homenageia Kirchner e Correa pede ratificação de tratado da Unasul

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