Domingo, 3 de maio de 2026
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Em evento realizado nesta sexta-feira (01/09) em Fortaleza, capital do Ceará, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva fez comentários sobre a recente decisão do Brics de aceitar seis novos membros, anunciada durante a 15ª cúpula da entidade, realizada há uma semana, na cidade sul-africana de Johanesburgo.

Segundo Lula, a expansão do Brics “permitirá que os países emergentes não sejam mais tratados como inferiores, mas em igualdade de condições”.

“Agora nós somos o Sul Global. Não aceitamos mais ser tratados como inferiores, mas em igualdade de condições. E o Brasil tem uma oportunidade extraordinária com a transição energética”, completou o mandatário, durante discurso em evento do Banco do Nordeste, na capital cearense.

Esta foi uma das primeiras declarações públicas do presidente brasileiro sobre a decisão de expandir o bloco orginalmente formado por Brasil, Rússia Índia e China, e que até então só havia feito uma nova incorporação: justamente a África do Sul, anfitriã da cúpula, que ingressou em 2011.

Em evento no Ceará, presidente enfatizou que ‘o mundo não será o mesmo’ depois da cúpula de Johanesburgo, e que Brasil tem ‘oportunidade extraordinária’

Ricardo Stuckert

Segundo Lula, expansão do Brics tornou o bloco mais forte e mais importante

A anunciada neste mês de agosto prevê que o Brics oficialize a entrada de seis novos sócios a partir de janeiro de 2024. São eles: Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã.

Para Lula, “o Brics se tornou algo mais poderoso, mais forte, mais importante. Penso que o mundo não será o mesmo depois dessa expansão do Brics, pelo menos nas discussões económicas globais”, acrescentou.

“Agora o Brics é mais forte que o G7 (entidade que reúne Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino). Em 1995, os países do G7 tinham uma participação de 45% no PIB mundial através da paridade de compra e o Brics 16%. Hoje, o Brics tem 32%, e o G7 29%.

Com informações de RT.