Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (3/8) esperar que o colombiano Álvaro Uribe converse com ele durante a visita que realizará no sábado a Bogotá, onde assistirá à posse do futuro chefe de Governo da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Em seu pronunciamento na 39ª Cúpula do Mercosul, em andamento na Argentina, Lula fez um chamado pelo diálogo para resolver as diferenças com o par colombiano, dizendo esperar poder sentar-se com Uribe e “conversar”.

Na última semana, Uribe criticou declarações feitas pelo brasileiro em um almoço realizado na quarta-feira passada ao nicaraguense Daniel Ortega. Na ocasião, Lula disse que o conflito entre Colômbia e Venezuela – cujas relações estão rompidas desde o último mês – era “verbal”.

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Em um comunicado, o mandatário da nação andina declarou “deplorar” que Lula, “com quem cultivamos as melhores relações, se refira a nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como se fosse um caso de assuntos pessoais”. O presidente brasileiro evitou responder a tal crítica.

Caracas rompeu os laços diplomáticos com Bogotá após ser acusada de “tolerar” a presença de cerca de 1.500 guerrilheiros das Farc(Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em seu território. Logo após a distensão, Lula chegou a oferecer-se para mediar a crise.


Outros temas

Em seu discurso, o presidente brasileiro ainda abordou outros temas, como o aumento da confiança registrado entre os governantes da região. Ele também comparou o êxito do Mercosul com o fracasso da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e destacou as ocasiões em que os países do Cone Sul tiveram oportunidades de se reunir com nações árabes e africanas.

Lula é o último líder a discursar no encontro desta terça-feira, do qual participam os presidentes de Argentina, Cristina Kirchner, Paraguai, Fernando Lugo, e Uruguai, José Mujica, dos países-membros do bloco, além dos mandatários dos associados Chile, Sebastián Piñera, e Bolívia, Evo Morales. Outros presentes são os chanceleres de Venezuela, Nicolás Maduro, e México, Patricia Espinosa.

Hoje, o Brasil assume a presidência rotativa do Mercosul, atualmente nas mãos da Argentina, e permanecerá no posto até o mês de dezembro.

Lula espera sentar-se com Uribe para discutir divergências‏

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