Segunda-feira, 4 de maio de 2026
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Fontes oficiais da Argentina e do Brasil afirmaram nesta sexta-feira (23/7) que ambos os países estão empenhados em mediar o diálogo entre Venezuela e Colômbia em razão dos recentes atritos.

De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, o secretário-geral da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), o argentino Néstor Kirchner, se reunirá com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe, em agosto.

Já a agência de notícias brasileira Agência Brasil, informou que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, deverá mediar informalmente um acordo entre os países e, segundo interlocutores de Lula, evitar o agravamento da crise.

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Fontes ligadas a Kirchner disseram que desde a quinta-feira (22/7) ele se manteve “permanentemente no telefone com o presidente do Equador, Rafael Correa; com o do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e com outros líderes da região a fim de coordenar ações para resolver rapidamente a grave crise na qual os dois países estão se envolvendo”.

A agência oficial de notícias de argentina informou que o ex-presidente argentino pretende colaborar no trabalho de “mediação” que Correa iniciará no comando da Presidência temporária da Unasul para superar o conflito bilateral.

Lula, por sua vez, conversou com Chávez na noite de quinta-feira (22/7) e, segundo diplomatas que acompanham o assunto, argumentou que um impasse entre dois países latino-americanos provoca prejuízos para toda a região. Na conversa, por telefone, Lula reiterou que as negociações diplomáticas são mais eficientes do que os embates diretos.

Paralelamente, o secretário-geral do Itamaraty, Antônio Patriota, procurou o governo da Colômbia e também pediu tranquilidade e defendeu a busca de uma solução negociada.  Como o presidente Lula, o diplomata apelou para o bom senso e colocou-se à disposição nos esforços pelo diálogo e pelo fim do conflito.

Atritos

A crise entre a Venezuela e a Colômbia acirrou-se na quinta-feira (22/7), depois que Chávez anunciou o rompimento das relações diplomáticas com o país vizinho. A decisão foi tomada por Chávez após o embaixador da Colômbia na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Alfonso Hoyos, mostrar, durante sessão extraordinária do órgão, fotografias, vídeos e testemunhos para comprovar a existência de 87 acampamentos e 1.500 guerrilheiros colombianos em território venezuelano.

Anteriormente, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, havia informado que integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (ELN) estavam na Venezuela. Para Chávez, Uribe o acusava de proteger os guerrilheiros.

A viagem de Lula à Venezuela e à Colômbia já estava marcada há mais de uma semana. Em Caracas, ele participará de reuniões com Chávez e, em seguida, irá para Bogotá, onde assistirá à cerimônia de posse de Juan Manuel Santos, que é aliado de Uribe.

Santos disse que não se manifestaria sobre a crise em respeito ao presidente que ainda está no cargo. Mas, segundo diplomatas, Santos é mais moderado do que Uribe. Por isso, há uma expectativa de parte da comunidade internacional de que o novo presidente da Colômbia encerre o conflito sem consequências mais graves.

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Lula e Kirchner devem mediar diálogo entre Colômbia e Venezuela

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