Sábado, 2 de maio de 2026
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Um dia antes de embarcar para uma viagem a seis países da África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que a visita ao continente represente qualquer pretensão de ocupar um cargo em organismo internacional, como o Banco Mundial, ou de secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), quando deixar a Presidência da República.

Segundo Lula, a viagem ocorre em um contexto de cooperação, a exemplo do que já ocorre entre Brasil e África em áreas como energia, agricultura e combate à aids. As afirmações foram feitas hoje (1/7), em entrevista à TV Brasil Internacional.

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“Vi a matéria dizendo que tenho pretensões de ir para a ONU ou o Banco Mundial. É uma cretinice isso. A ONU não pode ter como secretário-geral uma figura forte, tem que ser um burocrata. Em relação ao Banco Mundial, eu não tenho cara de banqueiro”, disse ao referir-se à reportagens publicadas pela imprensa.

Lula falou ainda sobre o potencial de cooperação do Brasil com o continente africano na produção de energia limpa, como os biocombustíveis. O presidente contou que, em conversas com dirigentes de países europeus, tem abordado a possibilidade de estimular a produção de biocombustíveis na África e, assim, contribuir para o desenvolvimento econômico do continente. Na avaliação de Lula, o Brasil tem uma dívida histórica com a África que, como não pode ser paga em dinheiro, deve ser paga em solidariedade.

A viagem à África será encerrada no dia 11 de julho, em Joanesburgo, com a ida de Lula ao jogo final da Copa do Mundo. Lá, Lula receberá do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, um bastão tradicionalmente entregue ao mandatário do país que irá sediar a próxima Copa, o que ocorrerá com o Brasil em 2014.

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Lula diz que não será candidato a cargo na ONU depois que deixar presidência

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