Terça-feira, 12 de maio de 2026
APOIE
Menu

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, vetou nesta sexta-feira (12/11) um polêmico projeto de lei que restringe a potência das rádios comunitárias do país e proíbe a veiculação de publicidade nestes meios.

O assessor jurídico da Presidência, Emilio Camacho, declarou que o governante vetou integralmente a denominada Lei de Telecomunicações “porque a estrutura da norma não permitia um veto parcial”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Leia mais:

Debate sobre liberdade de imprensa e regulação da mídia avança no mundo

“Aqui é um faroeste”, diz especialista; debate deve retornar após as eleições

Empresas brasileiras criticam situação atual, mas são contra mudanças nas leis de mídia

Novas leis e projetos na América Latina esquentam polêmica entre mídia e governos

A rejeição do Executivo acontece um dia depois de Lugo ter recebido em audiência uma delegação da Associação de Rádios Comunitárias e Meios Alternativos do Paraguai, que afirmaram que o projeto restringe as atividades do setor.

Mais lidas

Rubén Ayala, representante da Associação, disse que a modificação da Lei 1642/95 limita a transmissão das rádios populares a uma potência de até 50 watts e proíbe a difusão de comerciais.

O deputado Carlos Soler, do nanico Partido Pátria Querida (PPQ, de direita), lamentou a decisão do chefe de Estado e afirmou que o projeto foi criado “depois de várias conversas no Congresso”, de maioria opositora. Soler antecipou que o Congresso muito provavelmente rejeitará o veto presidencial.

Por outro lado, o empresário Javier Correa, da agremiação que reúne os donos de rádios comerciais, lamentou que Lugo “não tenha convidado todos os envolvidos na polêmica” e afirmou que como as rádios comunitárias agora podem “competir em igualdade de condições”, “terão que investir e pagar impostos”.

“Esta lei especificava quais eram as rádios comunitárias e quais eram piratas e preservava um bem do Estado, o espectro radioelétrico”, afirmou Correa à rádio “Primeiro de Março”.

Leia também:

Em queda de braço com patrões, canadenses criam jornal alternativo

Honduras: movimentos sociais reage a privatizações de rios e de energia

Crise financeira e queda do câmbio estimulam saída de brasileiros de Portugal


Siga o Opera Mundi no Twitter  

Lugo veta projeto que restringe atividade de rádios comunitárias

NULL

NULL

NULL