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A Liga Árabe deu nesta sexta-feira (8/10) prazo de um mês para tentar retomar as conversas diretas entre israelenses e palestinos, após a reunião do comitê de acompanhamento da iniciativa de paz com o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, na cidade líbia de Sirte.

Em comunicado divulgado no final da reunião, os ministros de Exterior dos países da Liga Árabe, que integram o comitê, asseguram que não poderá haver negociação direta com Israel se o país não cessar as construções nas colônias dos territórios ocupados.

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Os ministros informam também que se reunirão novamente dentro de um mês para avaliar as alternativas sobre o assunto e pedem ao governo dos Estados Unidos para continuar seus esforços na tentativa de interromper as construções na Cisjordânia.

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Abbas expôs aos ministros árabes sua rejeição em prosseguir as negociações diretas com Israel se não for interrompida a colonização nos assentamentos.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, classificou a situação como “negativa” e considerou que as circunstâncias “não são favoráveis” para as negociações diretas entre palestinos e israelenses.

“Escutaremos Abbas e debateremos a situação, mas não vamos dizer-lhe o que tem que fazer”, disse Moussa.

O secretário-geral acrescentou que há “inúmeras alternativas” para o caso de suspensão das negociações diretas, entre elas o pedido por parte dos países árabes para que o Conselho de Segurança da ONU condene as atividades de colonização israelenses.

As negociações diretas, iniciadas em Washington há pouco mais de um mês, estagnaram depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitar prolongar a paralisação das construções nos territórios palestinos ocupados, que expirou em 26 de setembro.

Os Estados Unidos, que pressionam Israel para renovar a moratória sobre novos assentamentos, também insistem que a Liga Árabe deve continuar apoiando as negociações diretas.

Segundo a imprensa israelense, os EUA propuseram a Netanyahu na semana passada a ampliação da moratória em dois meses, em troca de um aumento substancial da ajuda militar a Israel e ao apoio às tropas israelenses no caso da criação de um Estado palestino.

O premiê israelense ainda não se pronunciou sobre a oferta.

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Liga Árabe dá prazo de 1 mês para que negociações diretas sejam retomadas

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