Domingo, 14 de junho de 2026
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A maioria dos países da Liga Árabe, com exceção de Síria e Argélia, mostrou-se neste sábado (12/03) partidária de impor uma zona de exclusão aérea na Líbia, segundo fontes árabes.

Durante a reunião extraordinária sobre a situação na Líbia celebrada pelo organismo no Cairo, os ministros das Relações Exteriores árabes respaldaram esta medida e decidiram abrir canais de contato com o CNLT (Conselho Nacional Líbio de Transição), principal órgão de representação dos rebeldes líbios.

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A fonte, que participou do encontro da Liga Árabe, revelou que os ministros decidiram pedir ao Conselho de Segurança da ONU que assuma sua responsabilidade impondo uma exclusão aérea para proteger o povo líbio.

A esta decisão só se opuseram Síria e Argélia, países aos quais o vice-presidente do CNLT, Abdelhafiz Ghoga, acusou de apoiar o regime do coronel Muamar Kadafi contra a oposição rebelde.

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Ghoga assegurou neste sábado em declarações à emissora Al Jazeera que o comando rebelde tem provas de que a Argélia fretou voos a Trípoli para transferir mercenários e que alguns de seus membros ouviram que a Síria enviou armas à capital líbia.

O representante do ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al Moallem, na reunião deste sábado reiterou a rejeição de seu país a qualquer intervenção estrangeira no conflito líbio.

Em seu discurso na sede da organização pan-árabe, ele assegurou que “qualquer decisão que a Liga Árabe tome deve levar em conta a absoluta rejeição árabe a qualquer ingerência militar estrangeira na Líbia porque viola sua soberania e independência”.

O reconhecimento do comando rebelde e a imposição da zona de exclusão aérea eram os principais temas da reunião, da qual ainda não se emitiu um comunicado final.

A decisão adotada pela Liga Árabe é muito esperada pela comunidade internacional, especialmente pela UE (União Europeia), que considera importante contar com o aval árabe para evitar que uma operação militar seja considerada um intervencionismo do Ocidente.

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Liga Árabe apoia zona de exclusão aérea sobre a Líbia e pretende reconhecer Conselho Nacional

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