Domingo, 10 de maio de 2026
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Líderes políticas e progressistas de 25 países divulgaram na última quinta-feira (09/03), apenas um dia após o Dia Internacional da Mulher, a criação da Internacional Feminista, que deverá atuar como um espaço de promoção de lutas coordenadas, a fim da ruptura da sociedade capitalista e patriarcal.

“Estamos unidas na luta para transformar nossas sociedades capitalistas e patriarcais, que têm sustentado formas de dominação e violência contra as mulheres em todos os cantos do planeta”, defende o grupo.

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Segundo as signatárias, o momento mundial está passando por “graves crises econômicas, políticas, sociais, sanitárias, alimentares e ambientais”, no qual, ainda de acordo com a nota as mulheres “têm sido as mais afetadas e empobrecidas”.

Em comunicado, que conta com as assinaturas das brasileiras Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, e Manuela D’ávila, foi anunciado que as signatárias se reunirão pela primeira vez, na Cidade do México, no dia 1º de abril, para o Encontro Fundador da Internacional Feminista.

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Entre as figuras que compõem o documento também estão a presidente de Honduras, Xiomara Castro; a ministra da Igualdade da Espanha, Irene Montero; e a ministra do Poder Popular para a Mulher e Igualdade de Gênero na Venezuela, Diva Guzmán.

Também participarão a ministra dos Assuntos da Mulher do Chile, Antonia Orellana; a chefe da pasta da Presidência boliviana, María Nela Prada; a presidente do Instituto Nacional da Mulher do México, Nadine Gasman, entre outras.

Até o momento, ingressaram na Internacional Feminista liderenças de 16 países da América Latina; seis da Europa; dois da Ásia e Palestina.

58 signatárias aproveitaram Dia Internacional da Mulher para anunciar que em 1º de abril se reunirão pela primeira vez na Cidade do México, onde haverá o Encontro Fundador da Internacional Feminista

Irene Montero/Twitter

Signatária do comunicado, ministra da Igualdade da Espanha, Irene Montero, em marcha no Dia Internacional da Mulher

O documento explicou que as mulheres estão se reunindo para construir alternativas de desenvolvimento e democratização baseadas em suas experiências com um feminismo popular, anticapitalista, decolonial, antirracista e ecológico.

“Acreditamos no feminismo como um projeto político de transição, que defende a igualdade de direitos e oportunidades para todas as pessoas”, afirmou o texto. Além disso, também chamaram a atenção para o crescimento do conservadorismo reacionário e neofascista que tem o movimento feminista como alvo central de seus ataques.

“A Internacional Feminista responde à necessidade de se encontrar, refletir, pensar e debater coletivamente”, aponta o documento, que continua: “apesar das enormes diferenças que temos de acordo com regiões, etnias, classes, idades, orientações sexuais e identidades de gênero, sabemos que somos irmãs além das fronteiras”.

Para as signatárias, o projeto é uma iniciativa global, que deve atuar como uma plataforma para coordenar lutas que combatam as desigualdades trazidas pelo modelo econômico e social capitalista.

Com isso, as líderes se comprometeram a permanecerem unidas diante dos ataques e apoiar suas colegas feministas que lutam pela tomada de decisões e por poder, tanto dentro da representação social quanto da política.

“O feminismo luta por um mundo melhor para todos, pelo respeito mútuo e pela plena liberdade das pessoas, por um mundo justo e livre de todas as formas de dominação”, afirmam as signatárias. A nota de divulgação finaliza com as frases: “agora que estamos juntas. Agora que somos vistas”. e “contra o patriarcado que vai cair”.

(*) Com RT.