Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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Os quatro principais líderes de Madagascar assinaram hoje (7), em Adis Abeba, Etiópia, em acordo de partilha do poder durante a transição política, que culminará nas eleições no final de 2010.

Com este acordo, os líderes políticos querem combater a crise que começou em 17 de março, quando, apoiado pelo exército, Andry Rajoelina, então prefeito de Antananarivo, realizou um golpe de Estado e derrubou o presidente eleito Marc Ravalomanana, assumindo o poder. A crise desencadeou violentos confrontos que deixaram centenas de mortos.

O acordo estabelece que Rajoelina permanecerá presidente, junto a dois novos copresidentes depois que Ravalomanana recusou qualquer acordo de poder integral ao rival.

“Haverá dois copresidentes assim como o presidente. Foi aceito e decidido pelos líderes dos quatro movimentos e pelo presidente de transição também”, disse Rajoelina a repórteres. Ele não disse, contudo, como será feita a divisão dos poderes no conselho presidencial.

O acordo permite ainda a Rajoelina, de 35 anos, tornar-se o mais jovem líder africano. Ele fez ampla campanha para tentar obter apoio da comunidade internacional a seu golpe depois que várias nações regionais bloquearam as relações bilaterais e doadores suspenderam ajuda.

Ravalomanana, que está exilado na África do Sul e tornou-se cada vez mais isolado na política de Madagascar, deve escolher um aliado próximo para participar do governo.

Líderes de Madagascar assinam acordo sobre transição política

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