Sexta-feira, 24 de abril de 2026
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Os presidentes de Guatemala, Álvaro Colom, El Salvador, Mauricio Funes, e Honduras, Porfirio Lobo, decidiram em uma reunião realizada ontem (15) que irão pedir o retorno deste último país aos organismos regionais dos quais foi retirado após o golpe de Estado de junho de 2009.

Em coletiva de imprensa, o mandatário de El Salvador explicou que “a meta é que Honduras consiga retornar aos organismos internacionais”, como o Sica (Sistema da Integração Centro-Americana) e a OEA (Organização dos Estados Americanos), antes do próximo mês de junho, quando as medidas em repúdio ao golpe estariam perto de completar um ano.

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De acordo com Funes, junto aos outros dois presidentes, foi decidido que as questões políticas não devem entorpecer as relações comerciais da região e, por isto, é necessária a volta de Honduras aos fóruns.

Ele ressaltou ainda que a expulsão de Honduras dos organismos deixou o país centro-americano sem acesso a créditos, como os 500 milhões de dólares que o Bid (Banco Interamericano de Desenvolvimento) havia autorizado, mas que foram congelados.

Os líderes agendaram um novo encontro para abordar o tema, que deve ocorrer entre os dias 5 e 6 de abril na capital hondurenha, Tegucigalpa, palco do golpe de Estado que tirou o então presidente Manuel Zelaya do poder.

Zelaya foi deposto em meio a uma crise política ocasionada por sua intenção de realizar uma consulta popular, que previa viabilizar a alteração da Constituição do país. Em seu lugar, assumiu o presidente do Congresso, Roberto Micheletti, que ficou à frente do Executivo local até janeiro, quando Lobo, presidente eleito em novembro passado, assumiu.

Na época, além da OEA, grande parte da comunidade internacional e dos organismos regionais condenou o golpe e exigiu a restituição do chefe de Governo constitucional. O pleito presidencial também foi duramente repudiado, já que ocorreu sob um regime ditatorial.

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Líderes da América Central pedem volta de Honduras à OEA

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